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	<title>Rodrigo Savazoni &#187; política</title>
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		<title>Remixofagia &#8211; Alegorias de uma Revolução</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 02:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vimeo.com/24172300">Remixofagia &#8211; Alegorias de uma revolução</a> from <a href="http://vimeo.com/flimultimidia">FLi Multimídia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Meu texto recusado pela Revista da Gol por citar José Serra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 15:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos dez meses vinha fazendo uma coluna sobre tecnologia para a Revista da Gol. Espaço bacana. Sempre fui bem tratado pelos competentes editores e fui alertado desde o início para tratar mais de comportamento e da sociedade do que de política.
Procurei sempre seguir a orientação, mas pelo vício de origem, vez ou outra era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dez meses vinha fazendo uma coluna sobre tecnologia para a Revista da Gol. Espaço bacana. Sempre fui bem tratado pelos competentes editores e fui alertado desde o início para tratar mais de comportamento e da sociedade do que de política.</p>
<p>Procurei sempre seguir a orientação, mas pelo vício de origem, vez ou outra era necessário um ajuste, porque não imagino como falar de sociedade sem falar da dimensão comum, daquilo que orienta a vida de tod@s, que é a política.</p>
<p>Para a edição de dezembro preparei uma coluna sobre o Twitter, o sucesso que a ferramenta fez este ano, destacando-se a Copa do Mundo e as Eleições. Publico o texto aqui, para depois relatar o episódio em que o texto foi recusado pelo Diretor de Núcleo da Editora Trip, que produz para a Gol sua revista de bordo.</p>
<blockquote><p>O ano em que o Twitter bombou</p>
<p>Uso da rede social com textos de até 140 caracteres cresceu em 2010</p>
<p>Qualquer balanço do ano que está se encerrando não pode deixar de fora a importância que o Twitter adquiriu no Brasil. O site de rede social criado em 2006 para a postagem de frases com até 140 caracteres vinha sendo utilizado pela elite tecnológica, mas em 2010 atingiu as massas e fez a diferença durante a Copa do Mundo e as eleições.</p>
<p>Um estudo da empresa americana ComScore aponta que, em agosto, 23% dos internautas brasileiros twittaram, contra 11,9% nos Estados Unidos. Em números absolutos, os americanos ainda lideram. Mas a análise relativa mostra que ninguém usa mais o Twitter que o brasileiro. Essa explosão comunicacional produziu momentos que fizeram a diversão de muita gente e também causou um curto-circuito midiático.</p>
<p>Um dos episódios mais emblemáticos foi o “Cala boca, Galvão”. Durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, twitteiros começaram a reclamar da performance do apresentador Galvão Bueno usando a hashtag #calabocagalvao. Hashtag é uma palavra ou expressão combinada ao símbolo # que permite indexar as informações, garantindo ao usuário acessar tudo o que foi dito sobre um assunto.</p>
<p>“Calabocagalvao” foi parar no primeiro lugar das palavras mais escritas do Twitter, levando usuários de língua inglesa a se questionarem sobre o que seria aquela expressão. Os brasileiros iniciaram então um exercício de gozação, criando as mais estapafúrdias versões para o fato.</p>
<p>Durantes as eleições, o Twitter comprovou sua força. Foi o principal instrumento no impacto entre os tradicionais veículos de massa (televisões, rádios, jornais e revistas) e a nova esfera pública interconectada, baseada na blogosfera e nos ativistas das redes sociais. Em várias ocasiões, expressões brasileiras ficaram no topo da lista das conversas mundialmente mais populares.</p>
<p>Sem entrar no mérito político, o caso “serrarojas” foi emblemático. No segundo turno das eleições presidenciais, José Serra (PSDB) foi atingido em uma manifestação de rua e suspendeu sua agenda. Iniciou-se uma guerra de versões sobre se ele teria sido alvejado por uma bolinha de papel ou uma bobina de fita-crepe. Twitteiros defensores da candidata governista começaram a compará-lo ao goleiro chileno Rojas, que durante uma partida simulou ter sido atingido por fogos de artifício.</p>
<p>A hashtag “serrarojas” se espalhou e a versão foi usada em uma declaração de Lula. Foi a primeira vez que um presidente repercutiu uma abordagem surgida nas redes sociais, comprovando o poder que passou a ter o Twitter massificado. E isso é só o começo.
</p></blockquote>
<p>Esse texto, que republico aqui, foi aprovado pelos editores da publicação, mas recusado anteontem, véspera do fechamento, pelo Diretor responsável da editora, que alegou – foi isso que me foi repassado – não querer menção ao nome do candidato José Serra, derrotado nas últimas eleições.</p>
<p>Como acredito que não fiz nada demais, apenas relatei um episódio globalmente comentado o qual já entrou para a história da relação entre internet e política, optei por não recuar e comuniquei aos editores, por meio da carta que reproduzo aqui, a minha decisão de não mais seguir escrevendo para a revista.</p>
<blockquote><p>Car@s,</p>
<p>Antes de tudo, quero agradecer pelo tratamento dispensado e pelo espaço aberto por vocês para minhas contribuições na Revista da Gol.</p>
<p>Desde o primeiro momento, procurei seguir com afinco as orientações sobre quais temáticas abordar, focando nas mudanças sociais e culturais causadas pela tecnologia. Tivemos algumas diferenças em relação a alguns temas, mas creio que contornamos com maturidade e o resultado vinha me agradando bastante. A repercussão também sempre foi positiva e espontânea.</p>
<p>Este mês, submeti uma coluna a vocês sobre o sucesso do Twitter, impulsionado pela Copa do Mundo e pelas Eleições. Discutimos a coluna, concordamos que ela estava tratando das questões sem enfocar primordialmente o aspecto político, mas que nomeava um episódio singular até como forma de demonstrar a centralidade que essas tecnologias têm ganhado nas nossas vidas.</p>
<p>Ontem, na véspera do fechamento, fui acionado porque a principal instância de aprovação da editora não concordou com essa interpretação que demos à coluna e pediu alterações, com a supressão da menção ao candidato José Serra no texto. Entendo que se trata de uma publicação de bordo, vinculada à marca de uma empresa, e que interesses comerciais acabam por prevalecer em relação aos eminentemente jornalísticos.</p>
<p>Fiz adequações, amenizei a menção ao político tucano, mas conclui que em benefício da verdade e da primeira avaliação que tivemos não poderia assinar uma coluna para falar sobre as mudanças ocasionadas pelo Twitter suprimindo aqueles que foram os “grandes casos” da campanha eleitoral. Tentei uma nova redação, sem menção explícita a José Serra, e enviei a vocês e ela tampouco foi aceita.</p>
<p>Diante desse fato, só me resta agradecer pelo espaço cedido para minhas reflexões sobre o tema. Digo que procurei cumprir com qualidade e responsabilidade o papel a mim delegado, e dizer que, sem assumir tom de mártir – porque nem seria o caso – tenho pautado minha trajetória pessoal por compromissos claros e irrevogáveis com o que acredito. Quando esses valores essenciais são confrontados, só me restam duas alternativas: enfrentar e/ou partir para outra. Parto para outra.</p>
<p>Gostaria de pedir se vocês poderiam me mandar, apenas em formato texto, as versões todas editadas das colunas que produzi nesses meses de trabalho. Se não for pedir demais, evidentemente.</p>
<p>Atenciosamente,
</p></blockquote>
<p>Resolvi contar essa história porque toda vez que topamos com uma situação dessa, na minha opinião, devemos torná-la pública. Por um único motivo: talvez o acúmulo de relatos possa impedir que novas situações como essa ocorram. Isso vai ajudar a gente a melhorar a qualidade da nossa democracia.</p>
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		<title>Por que o Plano Nacional de Banda Larga é necessário?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para que imagens como essa não sejam publicadas, para que os usuários não tenham que passar por esse tipo de situação: 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para que imagens como essa não sejam publicadas, para que os usuários não tenham que passar por esse tipo de situação: </p>
<div id="attachment_231" class="wp-caption alignnone" style="width: 1034px"><img src="http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2010/06/bandalarga-1024x819.jpg" alt="Imagem da tela do G1 dizendo que não posso ver o streaming" width="500" height="399" class="size-large wp-image-231" /><p class="wp-caption-text">Imagem da tela do G1 dizendo que não posso ver o streaming</p></div>
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		<title>Gilberto Gil vs MidiaDub &#8211; Cultura Digital AV</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 19:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2009 entrevistei o Gilberto Gil para o livro CulturaDigital.BR. Filmei a maior parte das entrevistas com uma Mini-DV, de forma bem amadora. Entreguei o material na mão dos caras do Midiadub e nasceu esse trabalho aqui, que compartilho depois de algum tempo já publicado na rede.
Cultura Digital AV from midiadub on Vimeo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2009 entrevistei o Gilberto Gil para o livro <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/">CulturaDigital.BR</a>. Filmei a maior parte das entrevistas com uma Mini-DV, de forma bem amadora. Entreguei o material na mão dos caras do <a href="http://www.midiadub.com/">Midiadub</a> e nasceu esse trabalho aqui, que compartilho depois de algum tempo já publicado na rede.</p>
<p><a href="http://vimeo.com/9552201">Cultura Digital AV</a> from <a href="http://vimeo.com/midiadub">midiadub</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Balanço sobre atividades realizadas em 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 18:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornalista Carlos Minuano me entrevistou, logo após o encerramento do Fórum da Cultura Digital Brasileira, para matérias na Folha e na Revista Brasileiros. Saiu uma coisa aqui e outra ali, mas isso é o menos importante. Nas respostas que escrevi para ele, tem um bom balanço de algumas coisas que andei fazendo em 2009, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Carlos Minuano me entrevistou, logo após o encerramento do <a href="http://www.culturadigital.br">Fórum da Cultura Digital Brasileira</a>, para matérias na Folha e na Revista Brasileiros. Saiu uma coisa aqui e outra ali, mas isso é o menos importante. Nas respostas que escrevi para ele, tem um bom balanço de algumas coisas que andei fazendo em 2009, que pode interessar para quem quiser saber o que está rolando. Peguei essas respostas, dei uma ajustada ao contexto atual e segue abaixo. </p>
<p><strong>1. Qual seu balanço do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Que avanços ele trouxe?</strong><br />
Superou expectativas. De 2003 para cá, houve alguns marcos importante no processo de criação, dentro do Governo Federal, dentro do Ministério da Cultura, de uma política para o digital. O principal, sem dúvida, foi o encontro de conhecimentos livres, no Piauí. Mas isso já estava muito distante. Esse encontro consolida um processo iniciado no fim do ano passado de dotar o país de uma nova institucionalidade para pensar as políticas culturais, de conhecimento, no século 21. </p>
<p><em>A cultura e o conhecimento não podem ser apêndices. São o centro de uma nova forma de desenvolvimento. </em>Algo que precisaremos enfrentar para não repetir os erros cometidos durante o século 20 e que levaram o planeta para a beira do abismo. Acho que, nesse sentido, o encontro foi muito feliz, porque todos que dele participaram saíram maiores do que entraram. Agora, o processo segue, na rede social culturadigital.br.</p>
<p><strong>2. Fale-me um pouco sobre a proposta do laboratório de cultura digital, quantos projetos reúne?</strong><br />
O Laboratório Brasileiro de Cultura Digital é uma ONG que fundamos em 2008. Agora, estamos consolidando o seu papel. A ideia é ser uma referência na sociedade civil para temas como cidadania em rede, cultura e tecnologia, apropriação das tecnologias para fins educacionais, transparência pública de governos e do mercado, entre outras questões que, poderia dizer, compõem uma agenda contemporânea. </p>
<p>Estamos desenvolvendo um projeto para levar cultura digital às cidades, aos gestores públicos locais, com financiamento da Fundação Ford. Também promoveremos o lançamento de um filme sobre ativismo, chamado 10 Táticas para Transformar Informação em Ação, uma iniciativa que o VJ Pixel está encabeçando, e estamos preparando uma série de novas parcerias. </p>
<p>Foi o Lab, como chamamos essa ONG, que promoveu o encontro Cibercultura 10+10, com patrocínio da CPFL Cultura.</p>
<p>O Laboratório é uma das instituições que compõem a <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br">casa da cultura digital</a>, que é um espaço de co-habitação, de compartilhamento, que criamos em São Paulo, na Barra Funda. Nesse espaço, operam empresas e pessoas, dispostas a fazer coisas para o tempo em que vivemos.</p>
<p><em>Somos absolutamente independentes. Pagamos nossas contas com o nosso trabalho.</em></p>
<p>Na casa estão a FLi Multimídia, que é a minha empresa, com André Deak e Lia Rangel, o Laboratório, a Garapa, uma produtora multimídia com um trabalho fantástico, a Nunklaki, empresa de Pedro Markun, a Esfera, empresa que está promovendo os Hackdays da Transparência, o VJ Pixel, a Ong Veredas, a Maracá, a Beijo Técnico Produções Artísticas, produtora que organizou o Fórum da Cultura Digital Brasileira, o professor Sérgio Amadeu tem uma sala também. Tudo está indo muito bem. Difícil é trabalhar, com tanta gente interessante trocando informações e perspectivas o tempo inteiro <img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A casa tem sido usada como um ponto de referência, em São Paulo, para muita gente. A Abrafin e o Circuito Fora do Eixo já usam a casa como uma base na cidade, o pessoal do Partido Pirata já se reuniu lá, fizemos reuniões com o pessoal da Wikimedia, bom, a lista é enorme. Estamos abertos justamente para construir um ambiente para a criação compartilhada, coletiva e transformadora. Só não cabe, e nem poderia ser diferente, ranhetas na nossa vila.</p>
<p>Outra coisa que pretendemos fazer é uma ação para a região da Barra Funda, que vem se tornando um espaço vivo culturalmente na cidade, com enorme potencial.</p>
<p>Por isso mesmo, estamos acompanhando o reflexo das políticas higienistas do atual prefeito, que ao render-se aos especuladores na região central, está promovendo uma diáspora dos moradores de rua e viciados para outras regiões. Precisamos ter uma política para essas pessoas, tentar ajudá-las, e nisso, a nossa presença por ali pode contribuir em alguma coisa. Estamos conversando com outras organizações para bolar o que fazer.</p>
<p><strong>3. Fale-me um pouco sobre o processo do forum cultura digital? </strong></p>
<p>O processo começou a ser desenhado há dois anos, por mim, Cláudio Prado, Álvaro Malaguti, hoje na RNP, José Murilo Jr, Gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura e Alfredo Manevy, atual Secretário Executivo do Ministério, na época Secretário de Políticas Culturais. Era a nossa forma de organizar um ambiente institucional que levasse adiante essa temática após a saída de Gilberto Gil do Ministério da Cultura. Sempre a entendemos como algo central para o país. Essa era uma agenda que estava muito ligada à pessoa de Gil, que é um formulador, um entusiasta, da cibercultura. Com sua saída, a tendência era isso arrefecer, posto que a única área que existia, naquele momento, para promover políticas e projetos nesse campo era uma ação, fabulosa mas completamente intermitente, dentro de um programa voltado para os Pontos de Cultura.</p>
<p>Então iniciamos esse processo, para reposicionar o debate e fortalecê-lo, baseado em uma interlocução radical com a sociedade. O problema é que entre o planejamento e a realização desse projeto passou-se um ano. E então, a forma de fazer mudou um pouco. Coube à secretaria de Políticas Culturais do MinC, sob comando de José Herencia e José Murilo Jr, que é uma liderança fantástica, a condução política do processo.</p>
<p>Em junho deste ano, a Ministra Dilma Roussef anunciou o Fórum durante o Festival Internacional de Software Livre, o Fisl, em Porto Alegre. Naquele momento, subimos a rede social www.culturadigital.br para o ar e começamos a enviar convites para pessoas previamente mapeadas do governo, do estado, da sociedade civil e do mercado. No fim de Julho, fizemos o lançamento oficial do processo e abrimos a rede a todos os cidadãos interessados. Nessa ocasião, realizamos a primeira roda de conversa entre um ministro de estado, o Juca Ferreira, com blogueiros e produtores de mídias sociais. Também transmitimos o evento ao vivo e estimulamos a participação de pessoas em todos os estados, por meio de acompanhamento remoto.</p>
<p>Daí em diante, começamos a promover articulações e movimentações e a monitorar o que emergia da própria rede. Hoje temos, cerca de 3 mil participantes cadastrados. Vários grupos e blogues foram criados, e as conversas estão só começando. Também desenvolvemos essa plataforma pensando na integração das conversas, portanto, atualmente, indexamos e nos relacionamos com tudo que é produzido utilizando a tag #culturadigitalbr. No Twitter, o debate tem sido intenso. Agora, no Fórum, lançamos uma plataforma aberta para o upload de vídeos (<a href="http://video.culturadigital.br">http://video.culturadigital.br</a>), baseada na ferramenta Kaltura, que permite inclusive o remix online de conteúdos.</p>
<p>Daí que chegamos ao Seminário Internacional. Com ele, descemos do ciberespaço para a atualidade, conversamos, muitas pessoas se viram pessoalmente pela primeira vez, e o que era de um certo tamanho cresceu. O trabalho dos curadores, que conduziram as articulações nos cinco eixos propostos: arte, comunicação, economia, infraestrutura e memória, já estão publicados. </p>
<p>Agora, em 2010, iremos começar o debate sobre um novo modelo institucional de gestão do Fórum. Queremos uma governança baseada em um conselho, eleito diretamente por um processo online (como ocorre com o Comitê Gestor da Internet), para tocar essa política.</p>
<p>Precisamos de novas instituições democráticas, de outra democracia, e estamos tentando realizar esse desafio.</p>
<p>O fato é que estamos sempre experimentando. O CulturaDigital.BR é uma plataforma experimental de mídias sociais e colaborativas voltada para o uso público. Nesse sentido, por exemplo, também fizemos testes usando uma nova tecnologia de vídeo, anunciada este ano pelo Firefox, que permite você fazer o streaming de um evento direto no browser. Não é mais necessário ter um software instalado ou um player em flash. Basta o browser. O Google Chrome e o Safari passaram a suportar essa tecnologia, que é o HTML 5. </p>
<p>Para fazer streaming desse jeito, utiliza-se o ogg theora, formato livre. É uma baita inovação. Nós já transmitimos o Seminário Internacional assim, para quem tinha alguma versão do Firefox 3.5 instalado, o que no nosso caso era a maioria dos nossos usuários. Quem conduziu todo esse processo foi o VJ Pixel, um dos integrantes da casa e um dos caras mais bacanas que conheço.</p>
<p><img src="http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2010/01/euepixel1.JPG" alt="euepixel" width="500" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-200" /></p>
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		<title>Lançamento do meu livro no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:08:20 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Convite CD por Rodrigo Savazoni, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/savazoni/3863310286/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3485/3863310286_ce5d059e2b.jpg" alt="Convite CD" width="500" height="355" /></a></p>
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		<title>Revolução dos Nerds ou Nerdismo (uma variação do Nazismo)?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 16:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte digital]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda tentativa radical de cerceamento à liberdade de expressão é, em resumo, um atentado à sociedade e à inteligência.
As imagens do vídeo de jovens campuseiros tentando tirar à força um músico do palco assemelham-se às de uma manifestação nazista – cenas, evidentemente toscas, que remetem aos frames produzidos por Ettore Scola sobre a passagem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda tentativa radical de cerceamento à liberdade de expressão é, em resumo, um atentado à sociedade e à inteligência.</p>
<p>As imagens do vídeo de jovens campuseiros tentando tirar à força um músico do palco assemelham-se às de uma manifestação nazista – cenas, evidentemente toscas, que remetem aos frames produzidos por Ettore Scola sobre a passagem de Hitler por Roma, durante o governo de Mussolini.</p>
<p>O rapper <a href="http://www.myspace.com/deleve">De Leve</a> ontem foi vítima do nerdismo, uma variação longínqua do nazismo. A movimentação da massa em fúria emerge de uma visão conservadora e moralizante. Eram nerds ou a liga das jovens católicas que queriam impedir o rapper de balançar o cu?</p>
<p>De Leve é um artista contemporâneo. Um remixador. Um cara pioneiro na defesa da música livre, no manejo de direitos flexíveis. Por isso, esse post é em defesa do De Leve e de todos que lutam contra os cerceadores das liberdades</p>
<p><a href="http://dicamelim.blogspot.com/">Aqui</a> o blog do De Leve.</p>
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		<title>A cara-de-pau da Justiça Eleitoral</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 19:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada hoje no G1, portal de notícias da Globo, é uma das maiores demonstrações de cara-de-pau da recente história política brasileira.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, depois da lambança cometida pelo órgão que ele presidente diz agora &#8220;que os candidatos podem usar a internet como uma ferramenta de campanha&#8221;. Segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada hoje no <a href="http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL786119-15693,00-CANDIDATOS+PODEM+USAR+INTERNET+NA+CAMPANHA+COM+DESEMBARACO+DIZ+BRITTO.html">G1</a>, portal de notícias da Globo, é uma das maiores demonstrações de cara-de-pau da recente história política brasileira.</p>
<p>O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, depois da lambança cometida pelo órgão que ele presidente diz agora &#8220;que os candidatos podem usar a internet como uma ferramenta de campanha&#8221;. Segundo ele, o tribunal foi mal compreendido e por isso o uso da internet foi reduzido durante a campanha.</p>
<p>“Nós facilitamos o uso da internet quando nos propusemos a atuar mediante o abuso. Os partidos, os candidatos e os críticos não compreenderam e houve uma retração do uso, que é até indevida. É possível sim usar a internet com mais desembaraço. Quem sabe agora, no segundo turno, nós tenhamos que rever a matéria em questão de ordem e aclarar o significado da nossa decisão”, disse o magistrado em entrevista no dia das eleições.</p>
<p>Recupero aqui alguns textos que escrevi nesses meses de processo eleitoral:</p>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=148">Obama Lá e Nós Aqui</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=147">Entrevista com Sérgio Amadeu</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=166">Mais sobre a Justiça Eleitoral</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=165">Entrevista com um censurado</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=150">Uma resposta coletiva</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=151">A visão de André Deak</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=152">A visão de Antonio Biondi</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=149">A resposta do Juiz</a></li>
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		<title>Mais sobre a Justiça Eleitoral</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto publicado originalmente pela Revista do Brasil
A política sofreu abalos sísmicos com a criação da internet. Se, no passado, manter gente mobilizada, em contato permanente, era algo que exigia muito esforço dos militantes, hoje a realidade é completamente distinta. Grupos de e-mails e fóruns virtuais dão cabo do problema. Redes sociais, então, nem se fale. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto publicado originalmente pela <a href="http://www.revistadobrasil.net">Revista do Brasil</a></em></p>
<p>A política sofreu abalos sísmicos com a criação da internet. Se, no passado, manter gente mobilizada, em contato permanente, era algo que exigia muito esforço dos militantes, hoje a realidade é completamente distinta. Grupos de e-mails e fóruns virtuais dão cabo do problema. Redes sociais, então, nem se fale. Quantas não são as comunidades no Orkut, no Facebook ou no MySpace dedicadas a causas políticas as mais variadas?</p>
<p>Nos últimos anos, tornou-se hábito de vereadores, deputados e até mesmo prefeitos e governadores usarem esses mecanismos para realizar uma comunicação mais interativa. O objetivo desses homens públicos – ao menos dos sérios e inimputáveis – é construir novas pontes com o que a população almeja e assim realizar com mais qualidade a função para a qual foram eleitos, ampliando o diálogo entre representantes e representados.</p>
<p>Num período eleitoral, portanto, seria de se esperar que a internet fosse uma grande aliada dos eleitores para a escolha de seus representantes. Ledo engano. No Brasil, a anacrônica Lei Eleitoral trata a internet como veículo eletrônico de massa. Ou seja, iguala algo que mais parece um telefone infinito a uma emissora de televisão.</p>
<p>Para piorar, em março deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soltou uma resolução que aprofunda o equívoco, forçando os candidatos a manter apenas uma única página de promoção na internet, não importa se criada por eles ou por seus eleitores. Além de tudo, esse ambiente virtual, ao término do processo, deve ser apagado.</p>
<p>Para tentar facilitar a compreensão, listei alguns absurdos da resolução do TSE:<br />
1. A institucionalização da recusa à história – porque ao exigir que a página criada pelo candidato seja apagada, a Justiça está impedindo que o eleitor possa checar, no futuro, o que foi dito e proposto. Depois vão reclamar que brasileiro não tem memória.</p>
<p>2. A proibição dos fracos de se igualarem aos fortes – porque internet, os bons serviços são gratuitos. Ao impedir que um político possa fazer, por exemplo, uso do YouTube para armazenar seus vídeos (serviço de qualidade e gratuito), a Justiça faz uma clivagem oposta ao que se propunha (igualar as condições de disputas entre forças desiguais).</p>
<p>3. A censura à voz dos eleitores – porque define o que é propaganda e o que é a defesa legítima de um ideal. Foi por causa disso, por exemplo, que o blogueiro Pedro Dória foi obrigado a excluir de seu blog o apoio público ao seu candidato a prefeito, o deputado federal Fernando Gabeira. A Justiça alegou que Dória estava fazendo propaganda indevida. Isso é como impedir alguém de colar um adesivo do candidato no seu carro (que afinal de contas é visto potencialmente por milhares de pessoas, diariamente).</p>
<p>4. A censura à mobilização espontânea – porque leitores não podem criar comunidades. A vítima dessa interpretação foi a comunista Manuela D&#8217;ávila, candidata à prefeitura de Porto Alegre. A Justiça determinou – e depois voltou atrás – que ela retirasse do ar uma página em seu apoio. Ela alegou que não poderia fazer isso porque não era a &#8220;proprietária&#8221; da página. O objetivo do espaço, criado por um eleitor, era promover o diálogo dos eleitores entre si e deles com sua representante.</p>
<p>Esses, infelizmente, são apenas alguns exemplos. Daria para citar vários outros. É de se estranhar, no entanto, que os partidos políticos não se levantem e tentem reverter essa situação. A única coisa que explica esse silêncio é o medo da reconfiguração do mundo na era digital, na qual cidadãos, munidos de suas vozes, começam a desconstruir os históricos mecanismos de controle.</p>
<p>O que juristas e tradicionalistas esquecem é que as placas tectônicas se movem, desde que a Terra existe. Os abalos sísmicos vão continuar.</p>
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		<title>&#8220;Relógio da Justiça Eleitoral está atrasado&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O advogado Álvaro Dantas foi proibido pela Justiça Eleitoral de falar sobre eleições em seu blog. Ele é de Maturéia, cidade de 5 mil habitantes no sertão paraibano e lá coordena a campanha a prefeito de seu irmão, Daniel Dantas (PMDB/PSB).
Por que o Sr. foi impedido de falar sobre eleições no seu blog?
Sou coordenador da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O advogado Álvaro Dantas foi proibido pela Justiça Eleitoral de falar sobre eleições em seu <a href="http://blogdoalvaro.blig.ig.com.br/">blog</a>. Ele é de Maturéia, cidade de 5 mil habitantes no sertão paraibano e lá coordena a campanha a prefeito de seu irmão, Daniel Dantas (PMDB/PSB).</p>
<p><strong>Por que o Sr. foi impedido de falar sobre eleições no seu blog?</strong><br />
Sou coordenador da campanha da coligação PMDB/PSB no meu Município, e a coligação contrária, PT/DEM/PSDB representou à Justiça Eleitoral alegando que o meu blog &#8220;além de promover indevidamente o candidato, causa desequilíbrio ao certame em disputa&#8221;.</p>
<p><strong>O que o Sr. acha da resolução do TSE sobre eleições e internet?</strong><br />
A resolução nº 22.618/2008 do TSE é um desastre completo. É uma castração do direito que cada cidadão tem de expressar suas idéias. Ela foi feita por venerandos senhores que usam um computador como se fosse apenas uma máquina de escrever mais moderna. Eles não sabem o que é, como funciona e nem pra que serve a internet. Na sentença que me censurou, o blog foi equiparado a um provedor e, o que é pior, a juíza entendeu que todo usuário da internet obrigatoriamente tem que passar pela página do provedor para acessar quaisquer outras páginas.</p>
<p>A lei eleitoral visa a baratear a disputa, de maneira a dar oportunidade para todos, com paridade de armas. Ao proibir o uso da internet, meio reconhecidamente mais barato de se fazer campanha – por vezes, até de graça – dá um tiro no pé.</p>
<p><strong>O que o Sr. acha que seria um modelo de regulação legítimo para a internet?</strong><br />
Defendo a liberdade com responsabilidade. O código eleitoral já prevê os limites da propaganda e a punição a seus excessos. Nada mais.</p>
<p>Não podemos esquecer de outra limitação absurda, que é a proibição de doações pela internet, geralmente individual e desinteressada, remetendo as campanhas às doações tradicionais e &#8220;amarradas&#8221;. Decididamente o relógio da Justiça Eleitoral está atrasado. Está fora do tempo.</p>
]]></content:encoded>
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