Luzes
São duas luzes que convergem
num largo feixe
A estrada y a chuva
O asfalto y a água turva
Duas rotas que se bifurcam y
se bifurcam y se bifurcam
bifurcam
A terra é a tela
E a noite já não acaba mais
(novembro de 2009)
São duas luzes que convergem
num largo feixe
A estrada y a chuva
O asfalto y a água turva
Duas rotas que se bifurcam y
se bifurcam y se bifurcam
bifurcam
A terra é a tela
E a noite já não acaba mais
(novembro de 2009)
Essa foto, a única que encontrei de Roberto Freire, o anarquista, no Flickr, é minha homenagem ao grande libertário, que morreu no sábado, com mais de 80. Freire foi excelente em tudo o que fez.
Quando li sua autobiografia, Eu é um Outro, fixei-me em uma passagem curta de sua trajetória, mas que no auge da [...]
Quando Lula foi eleito, escrevi este poema. Era uma homenagem a ele e a cidade de Mário de Andrade que se cobriu de vermelho para comemorar a vitória do operário.
Hoje, li o texto que Fernando Gabeira escreveu por ocasião da eleição de Lula. Está publicado no mais recente livro do deputado. Pensei em tudo o [...]
A voz que narra o fato (falso) é falsa.
Foi sintetizada por um software de áudio a partir de estudos de recepção auditiva realizados por multinacional do entretenimento que também produz metralhadoras e agrotóxicos e explora petróleo.
A voz que narra o fato (falso), eu ouço, é a da minha mãe.
Eu matei Kurt Cobain/com um Nike preto cano longo/e uma camisa de flanela sabor lenhador/com um jeans surrado/de rasgos pré-fabricados/com meus cabelos loiros/compridos e despontados/com um revólver niquelado/em abril
valor de uso
valor de troca
valor de bosta
Mais valia recomeçar
- Em Moçambique, estão precisando de heróis…
- …e há por lá bons cursos de teoria marxista?
com sampler de J.L. Borges
…um prazer e uma paixão
à espreita
da primeira palavra:
a primeira metáfora.
…antes da luz e do verbo,
antes do verso…
Nossos dedos entrecruzam-se e, retorcidos, entendemos que assim devem ficar/Nossas pernas se roçam, pé sobre pé, como se estivéssemos em uma noite de frio/Comparamos nossas histórias e percebemos as imperfeições de nossos corpos/Falamos de nossas mães e pais e filhos mortos, do sangue que vimos e vemos verter nossos irmãos/Navegamos juntos pelo Rio da Prata, [...]
(Brasília, 2007)
…minha poesia,
nesse sentido,
é pouco brasileira.
Acoberta-se sob
desmedido lirismo,
…como se buscasse
em outro estado-nação
sua linguagem,
de necessidade e sombras,
de necesidad y sombras,
de necesidad…
Alterado em 6 de janeiro de 2008
(Brasília, 2006)
Tudo se revela
ao cair do vestido verde
o corpo negro
o olho negro
o vôo negro
o corpo branco
o punho branco
No quarto branco,
Apenas uma vela