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	<title>Rodrigo Savazoni &#187; jornalismo</title>
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		<title>Meu texto recusado pela Revista da Gol por citar José Serra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 15:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista da Gol]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos dez meses vinha fazendo uma coluna sobre tecnologia para a Revista da Gol. Espaço bacana. Sempre fui bem tratado pelos competentes editores e fui alertado desde o início para tratar mais de comportamento e da sociedade do que de política.
Procurei sempre seguir a orientação, mas pelo vício de origem, vez ou outra era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dez meses vinha fazendo uma coluna sobre tecnologia para a Revista da Gol. Espaço bacana. Sempre fui bem tratado pelos competentes editores e fui alertado desde o início para tratar mais de comportamento e da sociedade do que de política.</p>
<p>Procurei sempre seguir a orientação, mas pelo vício de origem, vez ou outra era necessário um ajuste, porque não imagino como falar de sociedade sem falar da dimensão comum, daquilo que orienta a vida de tod@s, que é a política.</p>
<p>Para a edição de dezembro preparei uma coluna sobre o Twitter, o sucesso que a ferramenta fez este ano, destacando-se a Copa do Mundo e as Eleições. Publico o texto aqui, para depois relatar o episódio em que o texto foi recusado pelo Diretor de Núcleo da Editora Trip, que produz para a Gol sua revista de bordo.</p>
<blockquote><p>O ano em que o Twitter bombou</p>
<p>Uso da rede social com textos de até 140 caracteres cresceu em 2010</p>
<p>Qualquer balanço do ano que está se encerrando não pode deixar de fora a importância que o Twitter adquiriu no Brasil. O site de rede social criado em 2006 para a postagem de frases com até 140 caracteres vinha sendo utilizado pela elite tecnológica, mas em 2010 atingiu as massas e fez a diferença durante a Copa do Mundo e as eleições.</p>
<p>Um estudo da empresa americana ComScore aponta que, em agosto, 23% dos internautas brasileiros twittaram, contra 11,9% nos Estados Unidos. Em números absolutos, os americanos ainda lideram. Mas a análise relativa mostra que ninguém usa mais o Twitter que o brasileiro. Essa explosão comunicacional produziu momentos que fizeram a diversão de muita gente e também causou um curto-circuito midiático.</p>
<p>Um dos episódios mais emblemáticos foi o “Cala boca, Galvão”. Durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, twitteiros começaram a reclamar da performance do apresentador Galvão Bueno usando a hashtag #calabocagalvao. Hashtag é uma palavra ou expressão combinada ao símbolo # que permite indexar as informações, garantindo ao usuário acessar tudo o que foi dito sobre um assunto.</p>
<p>“Calabocagalvao” foi parar no primeiro lugar das palavras mais escritas do Twitter, levando usuários de língua inglesa a se questionarem sobre o que seria aquela expressão. Os brasileiros iniciaram então um exercício de gozação, criando as mais estapafúrdias versões para o fato.</p>
<p>Durantes as eleições, o Twitter comprovou sua força. Foi o principal instrumento no impacto entre os tradicionais veículos de massa (televisões, rádios, jornais e revistas) e a nova esfera pública interconectada, baseada na blogosfera e nos ativistas das redes sociais. Em várias ocasiões, expressões brasileiras ficaram no topo da lista das conversas mundialmente mais populares.</p>
<p>Sem entrar no mérito político, o caso “serrarojas” foi emblemático. No segundo turno das eleições presidenciais, José Serra (PSDB) foi atingido em uma manifestação de rua e suspendeu sua agenda. Iniciou-se uma guerra de versões sobre se ele teria sido alvejado por uma bolinha de papel ou uma bobina de fita-crepe. Twitteiros defensores da candidata governista começaram a compará-lo ao goleiro chileno Rojas, que durante uma partida simulou ter sido atingido por fogos de artifício.</p>
<p>A hashtag “serrarojas” se espalhou e a versão foi usada em uma declaração de Lula. Foi a primeira vez que um presidente repercutiu uma abordagem surgida nas redes sociais, comprovando o poder que passou a ter o Twitter massificado. E isso é só o começo.
</p></blockquote>
<p>Esse texto, que republico aqui, foi aprovado pelos editores da publicação, mas recusado anteontem, véspera do fechamento, pelo Diretor responsável da editora, que alegou – foi isso que me foi repassado – não querer menção ao nome do candidato José Serra, derrotado nas últimas eleições.</p>
<p>Como acredito que não fiz nada demais, apenas relatei um episódio globalmente comentado o qual já entrou para a história da relação entre internet e política, optei por não recuar e comuniquei aos editores, por meio da carta que reproduzo aqui, a minha decisão de não mais seguir escrevendo para a revista.</p>
<blockquote><p>Car@s,</p>
<p>Antes de tudo, quero agradecer pelo tratamento dispensado e pelo espaço aberto por vocês para minhas contribuições na Revista da Gol.</p>
<p>Desde o primeiro momento, procurei seguir com afinco as orientações sobre quais temáticas abordar, focando nas mudanças sociais e culturais causadas pela tecnologia. Tivemos algumas diferenças em relação a alguns temas, mas creio que contornamos com maturidade e o resultado vinha me agradando bastante. A repercussão também sempre foi positiva e espontânea.</p>
<p>Este mês, submeti uma coluna a vocês sobre o sucesso do Twitter, impulsionado pela Copa do Mundo e pelas Eleições. Discutimos a coluna, concordamos que ela estava tratando das questões sem enfocar primordialmente o aspecto político, mas que nomeava um episódio singular até como forma de demonstrar a centralidade que essas tecnologias têm ganhado nas nossas vidas.</p>
<p>Ontem, na véspera do fechamento, fui acionado porque a principal instância de aprovação da editora não concordou com essa interpretação que demos à coluna e pediu alterações, com a supressão da menção ao candidato José Serra no texto. Entendo que se trata de uma publicação de bordo, vinculada à marca de uma empresa, e que interesses comerciais acabam por prevalecer em relação aos eminentemente jornalísticos.</p>
<p>Fiz adequações, amenizei a menção ao político tucano, mas conclui que em benefício da verdade e da primeira avaliação que tivemos não poderia assinar uma coluna para falar sobre as mudanças ocasionadas pelo Twitter suprimindo aqueles que foram os “grandes casos” da campanha eleitoral. Tentei uma nova redação, sem menção explícita a José Serra, e enviei a vocês e ela tampouco foi aceita.</p>
<p>Diante desse fato, só me resta agradecer pelo espaço cedido para minhas reflexões sobre o tema. Digo que procurei cumprir com qualidade e responsabilidade o papel a mim delegado, e dizer que, sem assumir tom de mártir – porque nem seria o caso – tenho pautado minha trajetória pessoal por compromissos claros e irrevogáveis com o que acredito. Quando esses valores essenciais são confrontados, só me restam duas alternativas: enfrentar e/ou partir para outra. Parto para outra.</p>
<p>Gostaria de pedir se vocês poderiam me mandar, apenas em formato texto, as versões todas editadas das colunas que produzi nesses meses de trabalho. Se não for pedir demais, evidentemente.</p>
<p>Atenciosamente,
</p></blockquote>
<p>Resolvi contar essa história porque toda vez que topamos com uma situação dessa, na minha opinião, devemos torná-la pública. Por um único motivo: talvez o acúmulo de relatos possa impedir que novas situações como essa ocorram. Isso vai ajudar a gente a melhorar a qualidade da nossa democracia.</p>
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		<title>Sobre o prêmio Pulitzer para o Politifact</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 18:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado eu ajudei a construir a cobertura das eleições municipais para o Estadão. Meu negócio, como sabem, é web. Foi nisso que trabalhei. Desenhei, com a Lulu e o Tiagão, o site especial que abrigaria a cobertura do portal e realizei alguns projetos especiais que foram muito bem recebidos pelos meus pares, mas principalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado eu ajudei a construir a<a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/" target="_blank"> cobertura das eleições municipais para o Estadão</a>. Meu negócio, como sabem, é web. Foi nisso que trabalhei. Desenhei, com a Lulu e o <a href="http://www.thiagobraga.com/index.html" target="_blank">Tiagão</a>, o site especial que abrigaria a cobertura do portal e realizei alguns projetos especiais que foram muito bem recebidos pelos meus pares, mas principalmente pelo público. É isso que me importa, sem demagogia.</p>
<p>Por lá, produzi o <a href="http://www.estadao.com.br/vereadordigital" target="_blank">Vereador Digital</a>, o <a href="http://www.estadao.com.br/euprometo">Eu Prometo</a> e também o <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/apuracao/apuracao1.php" target="_blank">mural de apuração online</a>, que, até onde sei, se tornou o<a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/apuracao/apuracao.php" target="_blank"> maior blockbuster do grupo</a>. Também auxiliei o Jelin na elaboração de dois infográficos sensacionais, que receberam o nome de A Geografia do Voto: um deles, com os <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/geografia-do-voto,32680.htm" target="_blank">votos por município</a>, o outro <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/o-poder-dos-partidos,36661.htm" target="_blank">um mega recorte sócio-cultural da votação dos partidos</a>.</p>
<p>Não é de hoje que cubro eleições. Essa foi a quinta que participei. Em 2000, fiz alguns frilas. Em 2002, <a href="http://web.archive.org/web/20020803051841/http://www.lula.org.br/" target="_blank">trabalhei na campanha do Lula</a>, em 2004, participei da <a href="http://www.radiobras.gov.br/textos/eleicoesmunicipais.doc" target="_blank">cobertura eleitoral da Radiobrás</a>. Em 2006, <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/coberturas-tematicas/2006/06/29/cobertura_tematica.2006-06-29.6537535640/view" target="_blank">participei da montagem de uma das experiências mais fascinantes da minha carreira, que foi a cobertura integrada e multimídia da eleição que reconduziria Lula ao poder</a>. Em 2008, toquei esse trabalho no Estadão, do qual muito me orgulho.</p>
<p><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=148" target="_blank">Nos EUA rolava a eleição americana, que levaria Barack Obama à presidência</a>. Como sabemos, foi uma eleição em que a internet jogou papel preponderante. No meio de um imenso volume de conteúdos e formatos, um trabalho logo de cara me chamou a atenção: o <a href="http://www.politifact.com/truth-o-meter/" target="_blank">PolitiFact</a>. Falei dele com quem pude. Mas poucos compartilharam comigo essa felicidade, o que não me abalou.</p>
<p>Acompanhei o projeto desde os primórdios. Falei dele em um debate na MTV. Tentei convencer meus chefes a fazer algo semelhante por aqui. <a href="http://www.politifact.com/truth-o-meter/statements/" target="_blank">O verdadômetro que eles desenvolveram, que funcionava como um filtro para o imenso volume de informações que circulavam durante o processo eleitoral, soou-me coisa de gênio</a>.</p>
<p>Qual o papel do jornalismo no mundo contemporâneo, em que qualquer um pode ser um produtor de informação? Ainda seria pôr a salvo a verdade?</p>
<p>Um meio de fazer jornalismo seria filtrar o que se produz de conteúdo, de forma inteligente, usando de instrumentos da investigação jornalística.</p>
<p>Pois é exatamente isso, e nada mais, que O PolitiFact faz. Checa dados, desconstrói discursos, apura o contexto de informações que já estão disponíveis e sendo propagadas para e pelos cidadãos. Cria uma nova camada de informação sobre a informação diluída. É como uma hemodiálise. O antídoto para um fluxo ininterrupto de informações que afasta o cidadão do conhecimento.</p>
<blockquote><p>Como escreve <a href="http://www.aronpilhofer.com/posts/10" target="_blank">Aron Pilhofer:</a></p>
<p><a href="http://www.aronpilhofer.com/posts/10" target="_blank"></a> Jornalismo serve para ajudar as pessoas a entenderem questões importantes e como essas questões tocam-nas diretamente. Serve para descobrir aquilo que alguém pretende manter encoberto. Serve para fiscalizar pessoas que nós escolhemos para altos cargos públicos. Tomando como base todas essas definições – e outras quantas você queira encontrar – Politifact mais que passa no teste. O site pega uma forma tradicional de produzir reportagem – checar o que os políticos dizem – e a transforma de um jeito só possível na web.</p></blockquote>
<p>Essa foi uma das características do PolitiFact que mais me seduziu: o fato de ser uma ideia jornalística inteligente, que demonstra o quão importante pode ser o jornalismo na era digital.</p>
<p>E esse deve também ter sido o motivo que seduziu o júri do Prêmio Pulitzer a conceder à equipe do <a href="http://www.tampabay.com/publication/" target="_blank">St. Petersburg Times</a> o prêmio de melhor cobertura nacional de 2008. Como afirma Pilhofer, isso coloca o jornalismo online em um outro patamar.</p>
<p>Por isso, o prêmio deles é, sem dúvida, uma vitória de todos nós que topamos o desafio de fazer jornalismo de qualidade e espírito público na rede mundial de computadores.</p>
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		<title>Em transe: A melhor TV Digital</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 22:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela não é uma evolução da televisão. É mais parecida com um computador. E está em construção
Clay Shirky, pesquisador norte-americano de novas mídias, escreveu um livro chamado Here Comes Everybody e mantém um blog com o mesmo nome. Em um texto publicado recentemente, ele compara a mídia no século 20 a uma corrida na qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ela não é uma evolução da televisão. É mais parecida com um computador. E está em construção</em></p>
<p>Clay Shirky, pesquisador norte-americano de novas mídias, escreveu um livro chamado <a href="http://www.herecomeseverybody.org">Here Comes Everybody</a> e mantém um blog com o mesmo nome. Em um texto publicado recentemente, ele compara a mídia no século 20 a uma corrida na qual só o que importa é consumir e indica que a mídia daqui para a frente será um triatlo, em alusão à modalidade esportiva em que os atletas nadam, pedalam e correm para cumprir a prova: “As pessoas consomem, mas também gostam de produzir e de compartilhar”. Ou seja, é uma mídia feita por e para todo mundo.</p>
<p>A TV Digital que se discutiu no Brasil, nos últimos anos – que consiste basicamente na migração do sistema de televisão aberta e gratuita do formato analógico para o digital – pertence a esse velho mundo que está ruindo. Ninguém, no fundo, quer uma televisão que continue a estimular a passividade do público, que não permita interação, que apenas ofereça uma qualidade de imagem melhor.</p>
<p>De acordo com dados do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre divulgados em dezembro, quando o SBTVD fez um ano, apenas 150 mil receptores fixos foram vendidos no Brasil. A estimativa dos promotores do sistema é de que 600 mil pessoas tenham hoje acesso à TV Digital no país. Além disso, foi divulgado que a sonhada interatividade (o que poderia ser o diferencial da TV digital) só deve chegar – se chegar – em 2010.</p>
<p>Enquanto isso, uma outra TV Digital se estrutura no mundo todo, resultado da convergência do audiovisual com a internet. Uma TV Triatlo, para pegar a imagem construída por Shirky. Essa é a grande aposta de 2009. É assim que pensa Steve Balmer, sucessor de Bill Gates na Microsoft, conforme registrou o site G1: “Por mais de 60 anos, a TV se tornou o principal centro de entretenimento da família. Sua resolução das imagens melhorou, mas as funcionalidades se mantiveram praticamente as mesmas. Agora é a hora de TVs mais conectadas e do fim das barreiras entre televisão e computador”.</p>
<p>Um dos mais recentes exemplos dessa visão é o projeto internet@TV, parceria do Yahoo! com a Intel, que consiste num conjunto de aplicativos que rodam integrados a vários modelos de aparelhos de televisão. Usando o controle remoto, o usuário de TV passa a navegar na web. Não se trata de transformar a televisão em um computador, mas de um formato híbrido.</p>
<p>O presente ainda demonstra que a rainha dos lares brasileiros segue firme em seu trono. O futuro, no entanto, passa por aí.</p>
<p>A audiência dos telejornais, telenovelas e demais produtos das emissoras abertas até agora apenas sofreu arranhões. Mas, conforme reportagem publicada pela edição de novembro da revista Tela Viva, especializada no mercado de telecomunicações, o público plenamente satisfeito com a TV aberta está concentrado na faixa de idade com mais de 50 anos. Os mais jovens querem o triatlo (veja o gráfico).</p>
<p><strong>Como será o amanhã</strong></p>
<p>Ainda é difícil saber como será a TV do futuro, mas algumas experiências que estão em curso, no Brasil e no exterior, já apontam um caminho. Você já ouviu falar no Napster? O software que acabou com a indústria da música, por permitir às pessoas trocarem arquivos entre suas máquinas. E no Skype? O software que oferece ao usuário fazer ligações telefônicas pelo computador a custo zero. Pois bem, esses dois programas têm em comum o fato de utilizar Peer-to-Peer (ponto a ponto, ou, em tradução livre, pessoa a pessoa), tecnologia que permite às máquinas (consequentemente aos indivíduos) dialogar.</p>
<p>Essa ideia, aplicada à transmissão de arquivos audiovisuais, recebeu o nome de broadcatching e poderá ser o vilão definitivo da radiodifusão (broadcast). Um dos mais interessantes softwares de broadcatching é o <a href="http://www.getmiro.com">Miro</a>, que você pode instalar em seu computador. Ele funciona em formato de compartilhamento de arquivos sob demanda e permite a “assinatura de canais”, alguns deles exclusivos. A maioria das ofertas é apenas em inglês.</p>
<p><strong>Transmissão participativa</strong></p>
<p>Desde setembro, a TV Cultura, no endereço www.radarcultura.com.br/rodaviva, promove transmissões experimentais participativas do programa de debates Roda Viva, às segundas-feiras à noite. Em uma página web são exibidos três vídeos, um deles com a transmissão “oficial”, outro com os bastidores (que ficam permanentemente no ar, inclusive antes e depois do término do programa) e outro que acompanha o cartunista Chico Caruso.</p>
<p>Nessa mesma página há também um chat e ambientes que reúnem mensagens postadas pela rede social <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a> e fotos feitas na arena do programa por usuários da rede social <a href="http://www.flickr.com">Flickr</a>. Nos intervalos, a repórter Lia Rangel invade a roda e faz aos entrevistados as perguntas propostas no chat ou pela Twitter. Essa interação tem agradado muito os participantes da experiência.</p>
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		<title>Ainda sobre o nerdismo na Campus Party</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 16:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Carlos, video-ativista, criador do programa Bola e Arte, e repórter da Fiz TV, filmou de forma privilegiada (no primeiro vídeo que publiquei é possível identificá-lo em cima do palco) o embate entre os nerds e De Leve, um dos eventos dispensáveis da Campus Party.
O realizador entrevistou longamente De Leve e Chupa, o nerd que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Carlos, video-ativista, criador do programa <a href="http://fiztv.uol.com.br/f/Usuario/index/6078">Bola e Arte</a>, e repórter da <a href="http://www.fiztv.com.br">Fiz TV</a>, filmou de forma privilegiada (no primeiro vídeo que publiquei é possível identificá-lo em cima do palco) <a href="http://www.savazoni.com.br/?p=170">o embate entre os nerds e De Leve</a>, um dos eventos dispensáveis da Campus Party.</p>
<p>O realizador entrevistou longamente <a href="http://dicamelim.blogspot.com/">De Leve</a> e Chupa, o nerd que tentou tirar o músico do palco à força. Neste vídeo que republico abaixo ele desnuda a origem do nerdismo. As cenas são auto-explicativas, mas vale destacar o choque de classes patente no discurso de um e outro.</p>
<p>Aproveite e veja também <a href="http://fiztv.uol.com.br/f/Usuario/index/6078">o Bola e Arte</a></p>
<p>PS &#8211; Em seu blog, De Leve afirma que não foi tirado do palco, que fez o show até a última música. Fica a correção. As imagens, da forma como foram editadas, e a fala da músico que se ouve no filmete (alegando que pretendia encerrar o show para não causar mais confusão), dão a entender que o show terminou antes do previsto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A cara-de-pau da Justiça Eleitoral</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 19:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada hoje no G1, portal de notícias da Globo, é uma das maiores demonstrações de cara-de-pau da recente história política brasileira.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, depois da lambança cometida pelo órgão que ele presidente diz agora &#8220;que os candidatos podem usar a internet como uma ferramenta de campanha&#8221;. Segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada hoje no <a href="http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL786119-15693,00-CANDIDATOS+PODEM+USAR+INTERNET+NA+CAMPANHA+COM+DESEMBARACO+DIZ+BRITTO.html">G1</a>, portal de notícias da Globo, é uma das maiores demonstrações de cara-de-pau da recente história política brasileira.</p>
<p>O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, depois da lambança cometida pelo órgão que ele presidente diz agora &#8220;que os candidatos podem usar a internet como uma ferramenta de campanha&#8221;. Segundo ele, o tribunal foi mal compreendido e por isso o uso da internet foi reduzido durante a campanha.</p>
<p>“Nós facilitamos o uso da internet quando nos propusemos a atuar mediante o abuso. Os partidos, os candidatos e os críticos não compreenderam e houve uma retração do uso, que é até indevida. É possível sim usar a internet com mais desembaraço. Quem sabe agora, no segundo turno, nós tenhamos que rever a matéria em questão de ordem e aclarar o significado da nossa decisão”, disse o magistrado em entrevista no dia das eleições.</p>
<p>Recupero aqui alguns textos que escrevi nesses meses de processo eleitoral:</p>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=148">Obama Lá e Nós Aqui</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=147">Entrevista com Sérgio Amadeu</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=166">Mais sobre a Justiça Eleitoral</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=165">Entrevista com um censurado</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=150">Uma resposta coletiva</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=151">A visão de André Deak</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=152">A visão de Antonio Biondi</a></li>
<li><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=149">A resposta do Juiz</a></li>
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		<title>Mais sobre a Justiça Eleitoral</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto publicado originalmente pela Revista do Brasil
A política sofreu abalos sísmicos com a criação da internet. Se, no passado, manter gente mobilizada, em contato permanente, era algo que exigia muito esforço dos militantes, hoje a realidade é completamente distinta. Grupos de e-mails e fóruns virtuais dão cabo do problema. Redes sociais, então, nem se fale. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto publicado originalmente pela <a href="http://www.revistadobrasil.net">Revista do Brasil</a></em></p>
<p>A política sofreu abalos sísmicos com a criação da internet. Se, no passado, manter gente mobilizada, em contato permanente, era algo que exigia muito esforço dos militantes, hoje a realidade é completamente distinta. Grupos de e-mails e fóruns virtuais dão cabo do problema. Redes sociais, então, nem se fale. Quantas não são as comunidades no Orkut, no Facebook ou no MySpace dedicadas a causas políticas as mais variadas?</p>
<p>Nos últimos anos, tornou-se hábito de vereadores, deputados e até mesmo prefeitos e governadores usarem esses mecanismos para realizar uma comunicação mais interativa. O objetivo desses homens públicos – ao menos dos sérios e inimputáveis – é construir novas pontes com o que a população almeja e assim realizar com mais qualidade a função para a qual foram eleitos, ampliando o diálogo entre representantes e representados.</p>
<p>Num período eleitoral, portanto, seria de se esperar que a internet fosse uma grande aliada dos eleitores para a escolha de seus representantes. Ledo engano. No Brasil, a anacrônica Lei Eleitoral trata a internet como veículo eletrônico de massa. Ou seja, iguala algo que mais parece um telefone infinito a uma emissora de televisão.</p>
<p>Para piorar, em março deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soltou uma resolução que aprofunda o equívoco, forçando os candidatos a manter apenas uma única página de promoção na internet, não importa se criada por eles ou por seus eleitores. Além de tudo, esse ambiente virtual, ao término do processo, deve ser apagado.</p>
<p>Para tentar facilitar a compreensão, listei alguns absurdos da resolução do TSE:<br />
1. A institucionalização da recusa à história – porque ao exigir que a página criada pelo candidato seja apagada, a Justiça está impedindo que o eleitor possa checar, no futuro, o que foi dito e proposto. Depois vão reclamar que brasileiro não tem memória.</p>
<p>2. A proibição dos fracos de se igualarem aos fortes – porque internet, os bons serviços são gratuitos. Ao impedir que um político possa fazer, por exemplo, uso do YouTube para armazenar seus vídeos (serviço de qualidade e gratuito), a Justiça faz uma clivagem oposta ao que se propunha (igualar as condições de disputas entre forças desiguais).</p>
<p>3. A censura à voz dos eleitores – porque define o que é propaganda e o que é a defesa legítima de um ideal. Foi por causa disso, por exemplo, que o blogueiro Pedro Dória foi obrigado a excluir de seu blog o apoio público ao seu candidato a prefeito, o deputado federal Fernando Gabeira. A Justiça alegou que Dória estava fazendo propaganda indevida. Isso é como impedir alguém de colar um adesivo do candidato no seu carro (que afinal de contas é visto potencialmente por milhares de pessoas, diariamente).</p>
<p>4. A censura à mobilização espontânea – porque leitores não podem criar comunidades. A vítima dessa interpretação foi a comunista Manuela D&#8217;ávila, candidata à prefeitura de Porto Alegre. A Justiça determinou – e depois voltou atrás – que ela retirasse do ar uma página em seu apoio. Ela alegou que não poderia fazer isso porque não era a &#8220;proprietária&#8221; da página. O objetivo do espaço, criado por um eleitor, era promover o diálogo dos eleitores entre si e deles com sua representante.</p>
<p>Esses, infelizmente, são apenas alguns exemplos. Daria para citar vários outros. É de se estranhar, no entanto, que os partidos políticos não se levantem e tentem reverter essa situação. A única coisa que explica esse silêncio é o medo da reconfiguração do mundo na era digital, na qual cidadãos, munidos de suas vozes, começam a desconstruir os históricos mecanismos de controle.</p>
<p>O que juristas e tradicionalistas esquecem é que as placas tectônicas se movem, desde que a Terra existe. Os abalos sísmicos vão continuar.</p>
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		<title>&#8220;Relógio da Justiça Eleitoral está atrasado&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O advogado Álvaro Dantas foi proibido pela Justiça Eleitoral de falar sobre eleições em seu blog. Ele é de Maturéia, cidade de 5 mil habitantes no sertão paraibano e lá coordena a campanha a prefeito de seu irmão, Daniel Dantas (PMDB/PSB).
Por que o Sr. foi impedido de falar sobre eleições no seu blog?
Sou coordenador da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O advogado Álvaro Dantas foi proibido pela Justiça Eleitoral de falar sobre eleições em seu <a href="http://blogdoalvaro.blig.ig.com.br/">blog</a>. Ele é de Maturéia, cidade de 5 mil habitantes no sertão paraibano e lá coordena a campanha a prefeito de seu irmão, Daniel Dantas (PMDB/PSB).</p>
<p><strong>Por que o Sr. foi impedido de falar sobre eleições no seu blog?</strong><br />
Sou coordenador da campanha da coligação PMDB/PSB no meu Município, e a coligação contrária, PT/DEM/PSDB representou à Justiça Eleitoral alegando que o meu blog &#8220;além de promover indevidamente o candidato, causa desequilíbrio ao certame em disputa&#8221;.</p>
<p><strong>O que o Sr. acha da resolução do TSE sobre eleições e internet?</strong><br />
A resolução nº 22.618/2008 do TSE é um desastre completo. É uma castração do direito que cada cidadão tem de expressar suas idéias. Ela foi feita por venerandos senhores que usam um computador como se fosse apenas uma máquina de escrever mais moderna. Eles não sabem o que é, como funciona e nem pra que serve a internet. Na sentença que me censurou, o blog foi equiparado a um provedor e, o que é pior, a juíza entendeu que todo usuário da internet obrigatoriamente tem que passar pela página do provedor para acessar quaisquer outras páginas.</p>
<p>A lei eleitoral visa a baratear a disputa, de maneira a dar oportunidade para todos, com paridade de armas. Ao proibir o uso da internet, meio reconhecidamente mais barato de se fazer campanha – por vezes, até de graça – dá um tiro no pé.</p>
<p><strong>O que o Sr. acha que seria um modelo de regulação legítimo para a internet?</strong><br />
Defendo a liberdade com responsabilidade. O código eleitoral já prevê os limites da propaganda e a punição a seus excessos. Nada mais.</p>
<p>Não podemos esquecer de outra limitação absurda, que é a proibição de doações pela internet, geralmente individual e desinteressada, remetendo as campanhas às doações tradicionais e &#8220;amarradas&#8221;. Decididamente o relógio da Justiça Eleitoral está atrasado. Está fora do tempo.</p>
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		<title>O candidato da moda</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 21:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O processo de construção de um perfil da classe política de São Paulo prossegue no Estadão.com. Já chegamos a 730 vídeos gravados no Vereador Digital e essas informações estão servindo de base para matérias dos jornais do Grupo Estado, como a que foi publicada hoje em O Estado de S. Paulo (apenas para assinantes), sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de construção de um perfil da classe política de São Paulo prossegue no <a href="http://www.estadao.com.br">Estadão.com</a>. Já chegamos a 730 vídeos gravados no <a href="http://www.estadao.com.br/vereadordigital">Vereador Digital</a> e essas informações estão servindo de base para matérias dos jornais do Grupo Estado, como a que foi publicada hoje em O Estado de S. Paulo (<em>apenas para assinantes</em>), sobre os cacarecos que concorrem a uma das 55 vagas na Câmara.</p>
<p>No portal, também publicamos hoje um <a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=747">infográfico animado chamado Retrato de um aspirante a vereador</a>, com o cruzamento de todas as informações que reunimos até agora. A idéia da arte e da navegação foi do <a href="http://apartamento504.blogspot.com/">Daniel Jelin</a>, editor de especiais do portal. Eu coordenei o trabalho de apuração e geração de informações em parceria com o programador Leandro Takeshi.</p>
<p>O candidato da moda de São Paulo é o José. Ele é homem, casado, corinthiano, tem 52 anos. Concluiu o ensino superior, formando-se advogado. Não é da Capital, mas nasceu no Estado de São Paulo. É tucano, mas tem no Lula seu político predileto. Ele é fã do pai e acha que o primeiro problema da metrópole é a saúde (se somarmos trânsito e transporte esse passa a ser o principal problema para os candidatos a vereador).</p>
<p>Produzimos, com base nessas informações, um avatar. O usuário navega pelos elementos que compõem a cena para acessar as informações, mas pode também ir passando gráfico por gráfico. Para esse levantamento, usamos as informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também as entrevistas exclusivas que estão sendo feitas com cada um dos candidatos.</p>
<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/08/candidato.jpg' title='candidato'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/08/candidato.jpg' alt='candidato' /></a></p>
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		<title>Jornalismo móvel e celulares de terceira geração</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 21:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevistei neste mês, por e-mail, para elaborar minha coluna para a Revista do Brasil, o jornalista Fernando Fiminino da Silva, doutorando na Universidade Federal da Bahia, onde estuda os impactos da mobilidade no jornalismo e editor do blog Jornalismo Móvel. Fernando também é membro do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJol), centro de excelência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevistei neste mês, por e-mail, para elaborar minha coluna para a <a href="http://www.revistadobrasil.net">Revista do Brasil</a>, o jornalista Fernando Fiminino da Silva, doutorando na Universidade Federal da Bahia, onde estuda os impactos da mobilidade no jornalismo e editor do blog <a href="http://jornalismomovel.blogspot.com/">Jornalismo Móvel</a>. Fernando também é membro do <a href="http://www.facom.ufba.br/jol/">Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJol)</a>, centro de excelência nos estudos desse tema. Nessa conversa, Firmino dá alguns toques para quem quer obter um celular 3G.</p>
<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/08/fernando.jpg' title='Fernando'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/08/fernando.jpg' alt='Fernando' /></a>
<p>
<strong><br />
Que dicas você daria para quem for comprar hoje um aparelho 3G?</strong>
<p>
<strong>Fernando Firmino da Silva -</strong> Diante de tanta tecnologia e o avanço constante, aconselho que antes de comprar qualquer aparelho hi-tech a pessoa analise o custo-benefício e, portanto, a finalidade. Os custos dos celulares e dos planos das operadoras de telefonia ainda são bastante elevados no Brasil. Se você tem um trabalho profissional que exija o registro de imagens e vídeos, navegação constante na web, baixa e subir arquivos e outras atividades atreladas à velocidade de transmissão no celular, então o 3G é adequado e facilitará sua vida, principalmente para quem sempre está fora do escritório. Entretanto, para um usuário comum que praticamente só utiliza o recurso de voz e não navega na internet regularmente não compensa manter planos para o 3G. O melhor seria esperar os preços dos aparelhos e dos planos baixarem mais um pouco com a demanda. Então, a pergunta a ser feita é: você realmente pode ter ou necessita de um celular 3G? Se sim, então compre porque a experiência é superior.
<p><strong>Na sua opinião, qual o aspecto mais bacana das conexões móveis de alta velocidade?</strong>
<p>
<strong>Fernando Firmino da Silva &#8211; </strong>Da mesma forma que a banda larga doméstica representou uma ruptura em relação às conexões discadas e favoreceu o surgimento de aplicações web colaborativas, as redes de alta velocidade para dispositivos móveis significam  também uma ruptura em relação às antecessoras. Com o 3G, uma série de práticas são potencializadas, como a videochamada, que possibilita que além de ouvir a voz seja possível ver a pessoa que está do outro lado da ligação. Baixar músicas, vídeos ou navegar na Internet fica muito mais fácil e rápido.
<p><strong>Como uma conexão 3G pode mudar a vida de alguém?</strong>
<p>
<strong>Fernando Firmino da Silva &#8211; </strong>A experiência com uma conexão de terceira geração pode mudar a vida de uma pessoa no sentido de oferecer mais mobilidade na realização de suas atividades. Os aparelhos 3G são portáteis e cada vez mais potentes. Com a conexão 3G você fica quase sempre online porque usa a cobertura de área normal das operadoras. Os celulares atuais  são dispositivos híbridos com editores de texto, câmera digital embutida, browser de internet, player de música e vídeo e a própria telefonia que permitem, no seu conjunto e em vínculo com o 3G, o uso como ferramenta de trabalho ou de divertimento.</p>
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		<title>A censura à internet em Minas Gerais</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 22:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esta imagem, meio Matrix meio Minority Report, aparece quando você clica no endereço do jornal mineiro Novo Jornal. Outro jornal mineiro, O Tempo, publicou uma matéria sobre o tema na sexta-feira.
A exibição do site www.novojornal.com.br na Internet foi suspensa na tarde de ontem pela &#8220;Operação Anonymus&#8221;, organizada em conjunto entre a Promotoria Estadual de Combate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/08/censura.JPG' title='censura'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/08/censura.JPG' alt='censura' /></a></p>
<p>Esta imagem, meio Matrix meio Minority Report, aparece quando você clica no endereço do jornal mineiro Novo Jornal. Outro jornal mineiro, O Tempo, publicou uma matéria sobre o tema na sexta-feira.</p>
<blockquote><p>A exibição do site www.novojornal.com.br na Internet foi suspensa na tarde de ontem pela &#8220;Operação Anonymus&#8221;, organizada em conjunto entre a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos e a Polícia Militar. A equipe cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório do site que está sendo investigado por indícios de práticas de crimes, dentre eles, o de não ter identificação pelo responsável pelas notícias veiculadas. O processo corre sob sigilo judiciário.</p>
<p>A promotoria recebeu representação criminal na qual diz que desde 2007 o site publicava matérias atentatórias à honra de autoridades públicas federais e estaduais. As matérias publicadas incluíam ataques ao procurador geral de Justiça, Jarbas Soares Junior, e principalmente ao governador Aécio Neves (PSDB). (<em>texto de <a href="http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1019&amp;IdCanal=1&amp;IdSubCanal=&amp;IdNoticia=87766&amp;IdTipoNoticia=1">O Tempo</a></em>)</p></blockquote>
<p>Na revista digital <a href="http://www.novae.inf.br">NovaE</a>, um <a href="http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&amp;pid=1077">longo texto</a> do blogueiro <a href="http://www.tamoscomraiva.com.br/">José de Souza Castro</a>, o primeiro a descobrir que o site do <a href="http://www.novojornal.com.br/">Novo Jornal</a> foi tirado do ar por ação da justiça, começa a detalhar o que ocorreu e faz o link entre esse processo e o cerco que começa a se estruturar no Brasil contra a liberdades na rede mundial de computadores.</p>
<blockquote><p>O governo de Minas parece que tinha muita pressa para resolver essa questão com o Novo Jornal. Segundo O Tempo, &#8220;a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos foi criada em Belo Horizonte em 16 de julho deste ano. Com o crescente número de crimes praticados por usuários da rede, o MPE decidiu pela sua implantação. A promotoria atua como um órgão de suporte aos promotores de Justiça que atuam na área criminal e agiliza o atendimento às vítimas&#8221;. E acrescenta, citando uma pessoa identificada como Vanessa Fusco: &#8220;A estratégia é agir proativamente no enfrentamento desse tipo de crime, que vem crescendo principalmente com a chegada da banda larga às cidades do interior&#8221;. E conclui: &#8220;Um projeto de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB) prevê a tipificação da conduta dos crimes praticados na Internet&#8221;. (<em>texto da Novae</em>) </p></blockquote>
<p><a href="http://www.andredeak.com.br/2008/07/15/entrevista-daniel-florencio/">Daniel Florêncio</a>, um produtor multimídia brasileiro radicado em Londres, produziu no ano passado uma reportagem sobre a relação entre mídia e poder em Minas Gerais para a <a href="http://www.current.com">Current TV</a>, que merece ser revista neste momento:</p>
<p>E aí, alguém tem mais informações sobre o ocorrido? Seria o caso de pensar que veículos poderão ser fechados na internet por enfrentarem políticos e poderosos?</p>
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