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	<title>Rodrigo Savazoni &#187; emtranse</title>
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		<title>Em transe: A melhor TV Digital</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 22:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ela não é uma evolução da televisão. É mais parecida com um computador. E está em construção
Clay Shirky, pesquisador norte-americano de novas mídias, escreveu um livro chamado Here Comes Everybody e mantém um blog com o mesmo nome. Em um texto publicado recentemente, ele compara a mídia no século 20 a uma corrida na qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ela não é uma evolução da televisão. É mais parecida com um computador. E está em construção</em></p>
<p>Clay Shirky, pesquisador norte-americano de novas mídias, escreveu um livro chamado <a href="http://www.herecomeseverybody.org">Here Comes Everybody</a> e mantém um blog com o mesmo nome. Em um texto publicado recentemente, ele compara a mídia no século 20 a uma corrida na qual só o que importa é consumir e indica que a mídia daqui para a frente será um triatlo, em alusão à modalidade esportiva em que os atletas nadam, pedalam e correm para cumprir a prova: “As pessoas consomem, mas também gostam de produzir e de compartilhar”. Ou seja, é uma mídia feita por e para todo mundo.</p>
<p>A TV Digital que se discutiu no Brasil, nos últimos anos – que consiste basicamente na migração do sistema de televisão aberta e gratuita do formato analógico para o digital – pertence a esse velho mundo que está ruindo. Ninguém, no fundo, quer uma televisão que continue a estimular a passividade do público, que não permita interação, que apenas ofereça uma qualidade de imagem melhor.</p>
<p>De acordo com dados do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre divulgados em dezembro, quando o SBTVD fez um ano, apenas 150 mil receptores fixos foram vendidos no Brasil. A estimativa dos promotores do sistema é de que 600 mil pessoas tenham hoje acesso à TV Digital no país. Além disso, foi divulgado que a sonhada interatividade (o que poderia ser o diferencial da TV digital) só deve chegar – se chegar – em 2010.</p>
<p>Enquanto isso, uma outra TV Digital se estrutura no mundo todo, resultado da convergência do audiovisual com a internet. Uma TV Triatlo, para pegar a imagem construída por Shirky. Essa é a grande aposta de 2009. É assim que pensa Steve Balmer, sucessor de Bill Gates na Microsoft, conforme registrou o site G1: “Por mais de 60 anos, a TV se tornou o principal centro de entretenimento da família. Sua resolução das imagens melhorou, mas as funcionalidades se mantiveram praticamente as mesmas. Agora é a hora de TVs mais conectadas e do fim das barreiras entre televisão e computador”.</p>
<p>Um dos mais recentes exemplos dessa visão é o projeto internet@TV, parceria do Yahoo! com a Intel, que consiste num conjunto de aplicativos que rodam integrados a vários modelos de aparelhos de televisão. Usando o controle remoto, o usuário de TV passa a navegar na web. Não se trata de transformar a televisão em um computador, mas de um formato híbrido.</p>
<p>O presente ainda demonstra que a rainha dos lares brasileiros segue firme em seu trono. O futuro, no entanto, passa por aí.</p>
<p>A audiência dos telejornais, telenovelas e demais produtos das emissoras abertas até agora apenas sofreu arranhões. Mas, conforme reportagem publicada pela edição de novembro da revista Tela Viva, especializada no mercado de telecomunicações, o público plenamente satisfeito com a TV aberta está concentrado na faixa de idade com mais de 50 anos. Os mais jovens querem o triatlo (veja o gráfico).</p>
<p><strong>Como será o amanhã</strong></p>
<p>Ainda é difícil saber como será a TV do futuro, mas algumas experiências que estão em curso, no Brasil e no exterior, já apontam um caminho. Você já ouviu falar no Napster? O software que acabou com a indústria da música, por permitir às pessoas trocarem arquivos entre suas máquinas. E no Skype? O software que oferece ao usuário fazer ligações telefônicas pelo computador a custo zero. Pois bem, esses dois programas têm em comum o fato de utilizar Peer-to-Peer (ponto a ponto, ou, em tradução livre, pessoa a pessoa), tecnologia que permite às máquinas (consequentemente aos indivíduos) dialogar.</p>
<p>Essa ideia, aplicada à transmissão de arquivos audiovisuais, recebeu o nome de broadcatching e poderá ser o vilão definitivo da radiodifusão (broadcast). Um dos mais interessantes softwares de broadcatching é o <a href="http://www.getmiro.com">Miro</a>, que você pode instalar em seu computador. Ele funciona em formato de compartilhamento de arquivos sob demanda e permite a “assinatura de canais”, alguns deles exclusivos. A maioria das ofertas é apenas em inglês.</p>
<p><strong>Transmissão participativa</strong></p>
<p>Desde setembro, a TV Cultura, no endereço www.radarcultura.com.br/rodaviva, promove transmissões experimentais participativas do programa de debates Roda Viva, às segundas-feiras à noite. Em uma página web são exibidos três vídeos, um deles com a transmissão “oficial”, outro com os bastidores (que ficam permanentemente no ar, inclusive antes e depois do término do programa) e outro que acompanha o cartunista Chico Caruso.</p>
<p>Nessa mesma página há também um chat e ambientes que reúnem mensagens postadas pela rede social <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a> e fotos feitas na arena do programa por usuários da rede social <a href="http://www.flickr.com">Flickr</a>. Nos intervalos, a repórter Lia Rangel invade a roda e faz aos entrevistados as perguntas propostas no chat ou pela Twitter. Essa interação tem agradado muito os participantes da experiência.</p>
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		<title>Em transe: A web imita a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 18:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[As redes sociais, ou sites de redes sociais, são uma febre &#8211; e para muitas pessoas &#8211; a única coisa que existe na internet
O ativista Cláudio Prado, presidente do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, narra um episódio ocorrido com ele em uma favela. Ao ministrar uma oficina sobre novas mídias, perguntou aos 30 meninos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>As redes sociais, ou sites de redes sociais, são uma febre &#8211; e para muitas pessoas &#8211; a única coisa que existe na internet</em></p>
<p>O ativista Cláudio Prado, presidente do <a href="http://www.augustasenergiasutopicas.net">Laboratório Brasileiro de Cultura Digital</a>, narra um episódio ocorrido com ele em uma favela. Ao ministrar uma oficina sobre novas mídias, perguntou aos 30 meninos e meninas participantes quantos acessavam a internet: 22 levantaram a mão. Na sequência, perguntou quantos usavam <a href="http://www.orkut.com">Orkut</a>: 26 se manifestaram. No Brasil, a impressão que passa é a de que as redes sociais são maiores que a própria rede mundial de computadores. Mais de 50% dos perfis criados no Orkut são “brasileiros”.</p>
<p>Mas o que é uma rede social? Segundo danah boyd, estudiosa do tema e consultora de grandes empresas do mundo, um site de rede social tem três características: 1) permitir ao usuário construir um perfil; 2) articular uma lista de amigos e conhecidos; e 3) visualizar e cruzar sua lista de amigos com os seus associados e com outras pessoas dentro do sistema. O Orkut é o grande fenômeno, mas há outros casos.</p>
<p>No <a href="http://www.dosgter.com">Dogster </a> ou no <a href="http://www.catster.com">Catster</a>, donos de bichos de estimação constroem os perfis de seus animais e trocam informações. O <a href="http://www.mychurch.org">MyChurch</a> reúne igrejas, paróquias e fiéis e conecta pessoas que compartilham da mesma fé &#8211; aqui acontecem até cultos.</p>
<p>Há também opções, por assim dizer, mais mórbidas, como o <a href="http://alwaysberemembered.co.uk">Always be Remembered</a> e o <a href="http://www.gonetoosoon.org">Gone too Soon</a>. As duas mantêm perfis de pessoas que morreram, criados por amigos e familiares.</p>
<p>Nos primórdios, as redes sociais foram pensadas para aproximar pessoas que não se conheciam. Logo, percebeu-se que seriam muito mais úteis se trouxessem para o mundo virtual as relações já existentes fora da web (laços consolidados). Foi assim que o <a href="http://www.friendster.com">Friendster</a>, rede pioneira em sucesso, se consolidou, nos idos de 2002.</p>
<p>No entanto, nos últimos anos, temos visto a volta de redes mais focadas, como as que citei anteriormente ou como a <a href="http://www.linkedin.com">LinkedIn</a>, dedicada a currículos e ao gerenciamento de contatos profissionais.</p>
<p>De tudo o que vi até agora &#8211; e estou sempre rastreando novos exemplos -, a mais diferente foi a <a href="http://www.muslima.com">Muslima</a>, redepara acerto de casamentos entre muçulmanos, criada pela equipe da <a href="http://www.cupidmedia.com">Cupidmedia</a>. Como não consegui entrar, não descobri se são as próprias pretendentes que participam ou os seus pais.</p>
<p>A web imita a vida. Quer se organizar politicamente? Namorar? Encontrar um emprego? Publicar vídeos, fotos, jogar on-line ou homenagear alguém que já se foi? Todos os caminhos levam a uma rede social.</p>
<p><strong>Ouça música</strong></p>
<p> Blip FM (www.blip.fm), Last FM () e AccuRadio (www.accuradio.com).</p>
<p>O <a href="http://www.myspace.com">MySpace</a> poderia estar na outra lista, pois é um dos sites mais vistos do planeta e também funciona como uma rede social normal, completa, como Orkut ou <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a>. Mas o legal mesmo ali é fuçar na área de música, na qual estão disponíveis perfis de bandas e cantores, dos grandes sucessos aos notórios anônimos. A <a href="http://www.last.fm">LastFM</a> reinava absoluta no universo das rádios colaborativas, em que era possível criar uma programação e ser ouvido pelos seus amigos, até surgir a <a href="http://www.blip.fm">Blip.FM</a>, que é uma ferramenta de brincar de DJ e recomendar canções muito divertida.</p>
<p><strong>As maiores</strong><br />
<a href="http://www.orkut.com">Orkut</a>, <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a>, <a href="http://fr.skyrock.com">Skyrock</a>, <a href="http://us.cyworld.com">Cyworld</a>, <a href="http://www.bebo.com">Bebo</a>, <a href="http://www.hi5.com">Hi5</a></p>
<p>Líderes de mercado, essas redes são muito parecidas entre si. Oferecem, quase todas, as mesmas funcionalidades. A CyWorld<a href="http://us.cyworld.com">Cyworld</a> é mais utilizada em países asiáticos, como a Coreia, onde surgiu, e a China. O <a href="http://fr.skyrock.com">Skyrock</a> é o terceiro site mais acessado na França (os franceses têm sempre de ter seu próprio produto). A &lt;a href=&quot;<a href="http://www.hi5.com">Hi5</a>&#8220;&gt;Hi5</a> bombou em países hermanos e recentemente chegou mais forte ao Brasil. A <a href="http://www.bebo.com">Bebo</a> foi durante um bom tempo uma rede quase exclusiva do Reino Unido. <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a> é, de todas elas, a mais mundial, a mais “intelectual” e a mais internacional.</p>
<p><strong>Legais ou ilegais</strong></p>
<p>Barack Obama criou uma rede e usou-a para mobilizar a juventude durante sua campanha. Tornou-se presidente. Resta saber se vai barrar no Congresso americano o projeto de lei que propõe impedir o acesso a sites de redes sociais em escolas e bibliotecas públicas. Tomara que ele não siga o exemplo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Durante a campanha, Kassab criou a K25, uma rede social para organizar seus correligionários. Mas, no mesmo período, assinou um decreto que impede o acesso ao Orkut e a outras redes nas escolas da maior cidade brasileira. Para o político brasileiro, rede social boa é a dele.</p>
<p><strong>Crie a sua</strong><br />
Se nada agradou, vá ao site do <a href="http://www.ning.com">Ning</a> e crie a sua rede social, sobre o tema que quiser. Geralmente, as redes criadas no Ning são menores. Elas são um ótimo substituto para o grupo de e-mails e trazem as mesmas funcionalidades que as melhores redes sociais da web.</p>
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		<title>Em Transe &#8211; Em nome da liberdade</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 23:22:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
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		<description><![CDATA[Em mais uma coluna para a Revista do Brasil, tentei abordar de forma bastante didática &#8211; e da perspectiva de um consumidor comum &#8211; como é possível viver bem sem Windows e outros softwares proprietários
Outro dia um amigo me contou uma história que ouviu de um vendedor da Casas Bahia sobre um computador com preço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em mais uma coluna para a <a href="http://www.revistadobrasil.net">Revista do Brasil</a>, tentei abordar de forma bastante didática &#8211; e da perspectiva de um consumidor comum &#8211; como é possível viver bem sem Windows e outros softwares proprietários</em></p>
<p>Outro dia um amigo me contou uma história que ouviu de um vendedor da Casas Bahia sobre um computador com preço abaixo de R$ 800, em parcelas mensais de R$ 50, a perder de vista. O vendedor, gente fina, alertou-o que aquele era um computador “com problema” e, solícito, indicou um amigo que “resolve por R$ 40”. O problema era que o computador popular vinha com uma distribuição do Linux, um software livre, e não com o Windows, sistema operacional da Microsoft. Mas será que isso é mesmo problema?</p>
<p>Um computador pessoal, que usamos para escrever mensagens, acessar a internet e papear no Orkut, é composto de hardware e softwares. Hardware é o “corpo” da máquina e softwares são o cérebro e o sistema nervoso, que o fazem funcionar. O software mais importante é o sistema operacional, que ativa “as engrenagens” da máquina e permite entender os comandos que o usuário quer que a máquina execute. Dentro do sistema operacional são instalados os demais softwares, que vão satisfazer as necessidades de seu dono, como o software para escrever textos, para editar fotos, vídeos ou áudios, para enviar e receber e-mails, navegar na internet.</p>
<p>O sistema operacional líder de mercado é o Windows. Mas ele não é a única opção. A Apple, por exemplo, faz hardwares – como os charmosos computadores Macintosh, o iPhone, o iPod – e também produz seu próprio sistema operacional, o Mac OS, preferido de quem trabalha com multimídia e design gráfico.</p>
<p>Para os PCs convencionais, existe um grande número de distribuições de sistemas operacionais baseadas em Linux. E esses softwares têm sido cada vez mais bem-aceitos. Muitos são mais fáceis de instalar que o Windows e não perdem nada em termos de oferta de serviços. Além do mais, são produtos livres, gratuitos e também não se paga nada quando se adquire uma versão mais atualizada.</p>
<p>O melhor de todos é o Ubuntu, cuja última versão é a 8.10 (para fazer o download gratuito basta ir ao site www.ubuntu.com). Desenvolvido por uma comunidade de programadores, ele se destaca porque foi pensado para o uso de gente que não sabe escrever códigos. A palavra Ubuntu, de origem africana, significa “Eu sou o que eu sou porque você é o que é”. Algo que procura estimular os laços entre os seres humanos. Sua instalação demora em torno de 25 minutos.</p>
<p>Outra distribuição bacana é o <a href="http://www.opensuse.org/pt-br">OpenSuse</a>, mantido pela Novell, empresa com quase 30 anos de existência que foi redefinindo sua área de atuação para se concentrar apenas em produtos livres. O Suse dá muita ênfase à parte gráfica, é bonito e oferece recursos para o usuário deixá-lo com a cara que quiser.<br />
No Brasil, a comunidade de desenvolvedores produziu o <a href="http://www.gdhpress.com.br/kurumin">Kurumin</a>. Talvez você já tenha até visto a logomarca com o indiozinho em bancas de jornais, porque sempre há uma versão desse sistema sendo vendida em revistas do ramo. É uma solução nacional, muito bacana.</p>
<p>Quem quiser ter mais opções, pode experimentar o <a href="http://www.debian.org">Debian</a>, o <a href="http://www.redhat.com">Red Hat</a> ou o <a href="http://www.mandriva.com.br">Mandriva</a>. A lista não para. Uma busca pela internet pode levar a muitas opções.</p>
<p>O computador que meu amigo queria comprar na Casas Bahia vinha com Linux, o que, evidentemente, não é um problema. Aliás, é preferível usar um software livre a uma versão pirata de Windows, que o amigo dele iria instalar por R$ 40 (no varejo, a versão mais simples do Windows Vista sai por volta de R$ 300 e a distribuição completa chega a R$ 800).</p>
<p>As principais empresas do mercado brasileiro, como Dell e Positivo, não divulgam a composição do preço de um computador. Uma parte é hardware e imposto. Outra é software. É difícil, portanto, descobrir na ponta do lápis quanto se pode poupar de cara ao escolher um software livre. A avaliação deve ser feita caso a caso. A dica é investigar bem antes de escolher o PC e pensar mais ainda antes de investir qualquer quantia em licenças de software proprietário (inclusive porque elas são renováveis todos os anos).</p>
<p>Portanto, se você já é dono de um dos 12,5 milhões de computadores que serão vendidos no Brasil neste ano – ou tem em seu computador uma versão pirata de software proprietário, ou uma versão original em vias de inspirar –, digo por experiência própria: é possível viver bem sem produtos da Microsoft. Logo, você vai descobrir que é muito bom ser livre.</p>
<p><strong>O que é um software livre?</strong></p>
<p>Todo software é escrito em códigos de programação. Livre é aquele que permite a qualquer um ver esse código, o que significa ter a possibilidade de entender como funciona o programa, podendo modificá-lo de acordo com as necessidades do usuário. Como escreve André Deak, “é como se um programa de computador fosse o bolo e o código dele, a sua receita. No software livre, as pessoas têm acesso à receita, o que possibilita que alterem o sabor do bolo como preferir”. No modelo proprietário, as pessoas não têm acesso à receita. A opção pelo software livre permite o desenvolvimento tecnológico e a criação de comunidades voltadas para melhorar os programas em benefício de todos os usuários.</p>
<p><strong>Computação em nuvem</strong></p>
<p>A discussão sobre sistemas operacionais tende a se tornar obsoleta quando falamos de computação em nuvem, tradução do termo em inglês Cloud Computing. Basicamente, estamos falando de colocar tudo o que temos hoje dentro das nossas máquinas em algum lugar da rede, acessível de qualquer lugar, a qualquer hora (pelo computador do trabalho, da lan house, do celular), por você mesmo ou por outras pessoas às quais você dê permissão. É como já ocorre com a maioria das contas de e-mail. Suas mensagens estão armazenadas em um servidor – que você não sabe onde fica – e podem ser acessadas de qualquer máquina, a qualquer hora. A tendência é justamente que isso ocorra com toda a computação. O futuro passa por aí.</p>
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		<title>Mais sobre a Justiça Eleitoral</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto publicado originalmente pela Revista do Brasil
A política sofreu abalos sísmicos com a criação da internet. Se, no passado, manter gente mobilizada, em contato permanente, era algo que exigia muito esforço dos militantes, hoje a realidade é completamente distinta. Grupos de e-mails e fóruns virtuais dão cabo do problema. Redes sociais, então, nem se fale. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto publicado originalmente pela <a href="http://www.revistadobrasil.net">Revista do Brasil</a></em></p>
<p>A política sofreu abalos sísmicos com a criação da internet. Se, no passado, manter gente mobilizada, em contato permanente, era algo que exigia muito esforço dos militantes, hoje a realidade é completamente distinta. Grupos de e-mails e fóruns virtuais dão cabo do problema. Redes sociais, então, nem se fale. Quantas não são as comunidades no Orkut, no Facebook ou no MySpace dedicadas a causas políticas as mais variadas?</p>
<p>Nos últimos anos, tornou-se hábito de vereadores, deputados e até mesmo prefeitos e governadores usarem esses mecanismos para realizar uma comunicação mais interativa. O objetivo desses homens públicos – ao menos dos sérios e inimputáveis – é construir novas pontes com o que a população almeja e assim realizar com mais qualidade a função para a qual foram eleitos, ampliando o diálogo entre representantes e representados.</p>
<p>Num período eleitoral, portanto, seria de se esperar que a internet fosse uma grande aliada dos eleitores para a escolha de seus representantes. Ledo engano. No Brasil, a anacrônica Lei Eleitoral trata a internet como veículo eletrônico de massa. Ou seja, iguala algo que mais parece um telefone infinito a uma emissora de televisão.</p>
<p>Para piorar, em março deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soltou uma resolução que aprofunda o equívoco, forçando os candidatos a manter apenas uma única página de promoção na internet, não importa se criada por eles ou por seus eleitores. Além de tudo, esse ambiente virtual, ao término do processo, deve ser apagado.</p>
<p>Para tentar facilitar a compreensão, listei alguns absurdos da resolução do TSE:<br />
1. A institucionalização da recusa à história – porque ao exigir que a página criada pelo candidato seja apagada, a Justiça está impedindo que o eleitor possa checar, no futuro, o que foi dito e proposto. Depois vão reclamar que brasileiro não tem memória.</p>
<p>2. A proibição dos fracos de se igualarem aos fortes – porque internet, os bons serviços são gratuitos. Ao impedir que um político possa fazer, por exemplo, uso do YouTube para armazenar seus vídeos (serviço de qualidade e gratuito), a Justiça faz uma clivagem oposta ao que se propunha (igualar as condições de disputas entre forças desiguais).</p>
<p>3. A censura à voz dos eleitores – porque define o que é propaganda e o que é a defesa legítima de um ideal. Foi por causa disso, por exemplo, que o blogueiro Pedro Dória foi obrigado a excluir de seu blog o apoio público ao seu candidato a prefeito, o deputado federal Fernando Gabeira. A Justiça alegou que Dória estava fazendo propaganda indevida. Isso é como impedir alguém de colar um adesivo do candidato no seu carro (que afinal de contas é visto potencialmente por milhares de pessoas, diariamente).</p>
<p>4. A censura à mobilização espontânea – porque leitores não podem criar comunidades. A vítima dessa interpretação foi a comunista Manuela D&#8217;ávila, candidata à prefeitura de Porto Alegre. A Justiça determinou – e depois voltou atrás – que ela retirasse do ar uma página em seu apoio. Ela alegou que não poderia fazer isso porque não era a &#8220;proprietária&#8221; da página. O objetivo do espaço, criado por um eleitor, era promover o diálogo dos eleitores entre si e deles com sua representante.</p>
<p>Esses, infelizmente, são apenas alguns exemplos. Daria para citar vários outros. É de se estranhar, no entanto, que os partidos políticos não se levantem e tentem reverter essa situação. A única coisa que explica esse silêncio é o medo da reconfiguração do mundo na era digital, na qual cidadãos, munidos de suas vozes, começam a desconstruir os históricos mecanismos de controle.</p>
<p>O que juristas e tradicionalistas esquecem é que as placas tectônicas se movem, desde que a Terra existe. Os abalos sísmicos vão continuar.</p>
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		<title>&#8220;Relógio da Justiça Eleitoral está atrasado&#8221;</title>
		<link>http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/2008/10/02/relogio-da-justica-eleitoral-esta-atrasado/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 14:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O advogado Álvaro Dantas foi proibido pela Justiça Eleitoral de falar sobre eleições em seu blog. Ele é de Maturéia, cidade de 5 mil habitantes no sertão paraibano e lá coordena a campanha a prefeito de seu irmão, Daniel Dantas (PMDB/PSB).
Por que o Sr. foi impedido de falar sobre eleições no seu blog?
Sou coordenador da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O advogado Álvaro Dantas foi proibido pela Justiça Eleitoral de falar sobre eleições em seu <a href="http://blogdoalvaro.blig.ig.com.br/">blog</a>. Ele é de Maturéia, cidade de 5 mil habitantes no sertão paraibano e lá coordena a campanha a prefeito de seu irmão, Daniel Dantas (PMDB/PSB).</p>
<p><strong>Por que o Sr. foi impedido de falar sobre eleições no seu blog?</strong><br />
Sou coordenador da campanha da coligação PMDB/PSB no meu Município, e a coligação contrária, PT/DEM/PSDB representou à Justiça Eleitoral alegando que o meu blog &#8220;além de promover indevidamente o candidato, causa desequilíbrio ao certame em disputa&#8221;.</p>
<p><strong>O que o Sr. acha da resolução do TSE sobre eleições e internet?</strong><br />
A resolução nº 22.618/2008 do TSE é um desastre completo. É uma castração do direito que cada cidadão tem de expressar suas idéias. Ela foi feita por venerandos senhores que usam um computador como se fosse apenas uma máquina de escrever mais moderna. Eles não sabem o que é, como funciona e nem pra que serve a internet. Na sentença que me censurou, o blog foi equiparado a um provedor e, o que é pior, a juíza entendeu que todo usuário da internet obrigatoriamente tem que passar pela página do provedor para acessar quaisquer outras páginas.</p>
<p>A lei eleitoral visa a baratear a disputa, de maneira a dar oportunidade para todos, com paridade de armas. Ao proibir o uso da internet, meio reconhecidamente mais barato de se fazer campanha – por vezes, até de graça – dá um tiro no pé.</p>
<p><strong>O que o Sr. acha que seria um modelo de regulação legítimo para a internet?</strong><br />
Defendo a liberdade com responsabilidade. O código eleitoral já prevê os limites da propaganda e a punição a seus excessos. Nada mais.</p>
<p>Não podemos esquecer de outra limitação absurda, que é a proibição de doações pela internet, geralmente individual e desinteressada, remetendo as campanhas às doações tradicionais e &#8220;amarradas&#8221;. Decididamente o relógio da Justiça Eleitoral está atrasado. Está fora do tempo.</p>
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		<title>EM TRANSE &#8211; Ambulantes no Trem</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Um grupo de estudantes da faculdade Anhembi-Morumbi, formado por Ana Paula Silva, Fausto Sposito, Fernanda Morais Moura, Flávio Nunes e Marcel de Lima, fez um trabalho magnífico sobre a situação dos ambulantes que atuam nos trens da região metropolitana de São Paulo.
Eles usaram textos, áudios, vídeos, fotografias, mapas interativos para contar histórias de homens e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/07/ambulantes.jpg' title='Ambulantes'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/07/ambulantes.jpg' alt='Ambulantes' /></a><br />
Um grupo de estudantes da faculdade Anhembi-Morumbi, formado por Ana Paula Silva, Fausto Sposito, Fernanda Morais Moura, Flávio Nunes e Marcel de Lima, fez <a href="http://www.ambulantesnotrem.com">um trabalho magnífico sobre a situação dos ambulantes que atuam nos trens da região metropolitana de São Paulo</a>.</p>
<p>Eles usaram textos, áudios, vídeos, fotografias, mapas interativos para contar histórias de homens e mulheres que diariamente batallham pela sobrevivência nos vagões da CPTM.</p>
<p>Também oferecem ao internauta um conjunto muito interessante de documentos e análises, com economistas e especialistas, o que ajuda a contextualizar o fenômeno da informalidade, tão característico deste nosso Brasil desigual. Confiram como já é o jornalismo do futuro.</p>
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		<title>EM TRANSE &#8211; Abuso Sexual Infantil</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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A equipe de reportagem do JC Online, de Pernambuco, um dos maiores e mais importantes jornais regionais do Brasil, é a melhor do país. Ganhou todos os mais importantes prêmios nos últimos anos, inclusive o latino-americano de jornalismo, concedido pela Fundación para El Nuevo Periodismo Ibero-Americano (FNPI), criada pelo escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez.
A equipe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/07/blog_jconline.jpg' title='Abuso'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/07/blog_jconline.jpg' alt='Abuso' /></a></p>
<p>A equipe de reportagem do JC Online, de Pernambuco, um dos maiores e mais importantes jornais regionais do Brasil, é a melhor do país. Ganhou todos os mais importantes prêmios nos últimos anos, inclusive o latino-americano de jornalismo, concedido pela <a href="http://www.fnpi.org">Fundación para El Nuevo Periodismo Ibero-Americano (FNPI)</a>, criada pelo escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez.</p>
<p>A equipe coordenada por <a href="http://www.andredeak.com.br/2007/08/08/longe-da-casinha-de-bonecas/">Julliana de Melo</a> lançou em maio <a href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/abuso/index.html">um novo trabalho, extenso, detalhado, muito bem apurado, sobre o abuso sexual infantil</a>. Tema difícil, delicado, que mexe no íntimo de famílias.</p>
<p>O resultado é surpreendentemente bom. Confiram como na grande imprensa também se faz bom jornalismo. Ou grande jornal do Recife não é grande imprensa?</p>
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		<title>Coluna na Revista do Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Começo este mês a publicar uma coluna mensal na Revista do Brasil.
O nome do projeto é EM TRANSE. O objetivo é falar desse nosso cenário em mutação, dos impactos nas nossas vidas, de um jeito bem simples, didático, para um público não iniciado, mas que sente que algo está ocorrendo ao redor &#8211; e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começo este mês a publicar uma coluna mensal na <a href="http://www.revistadobrasil.net">Revista do Brasil</a>.</p>
<p>O nome do projeto é <strong>EM TRANSE</strong>. O objetivo é falar desse nosso cenário em mutação, dos impactos nas nossas vidas, de um jeito bem simples, didático, para um público não iniciado, mas que sente que algo está ocorrendo ao redor &#8211; e que vai ser protagonista ou vítima desse processo de hiperconectividade social em curso.</p>
<p>Serão duas páginas de revista por mês: bastante coisa. Na primeira, um texto corrido, sobre algum assunto relevante do momento e a segunda com dicas e sugestões, minhas e dos leitores. Portanto, enviem suas propostas, que eu terei o maior prazer em aproveitar por lá. Estou trabalhando na criação de uma comunidade de leitores da coluna.</p>
<p>Abaixo, a versão que enviei para publicação. No papel, sofreu pequenos ajustes:<br />
<strong><br />
A máquina somos nós</strong></p>
<p>A internet mudou nossas vidas. E isso é só o começo. Nos últimos anos, muitos brasileiros caíram na rede e descobriram como é legal interagir para obter e produzir informações. Números divulgados pelo Datafolha em agosto do ano passado apontam que temos no país cerca de 50 milhões de internautas com mais de 16 anos. Contando que muita gente com menos de 16 usa internet, dá para estimar que já somos uns 70 milhões em ação.</p>
<p>Dos países do planeta, O Brasil é aquele onde as pessoas mais passam tempo navegando, conforme dados de abril divulgados pelo Ibope/Net Ratings. Ainda assim, há quem tema a internet e as mudanças que ela promove. Muita gente simplesmente não a entende. Quem entra, porém, não vive mais sem.</p>
<p>Um vídeo que ajuda a compreender essa explosão de interesse, fascínio e apreensão, é A Máquina Somos Nós, produzido pelo Professor-Assistente de Antropologia Cultural da Universidade do Kansas, Michael Wesch. Está no <a href="http://www.youtube.com.br">You Tube</a>.</p>
<p>Nesse vídeo, Wesch fala de uma coisa chamada Web 2.0. Já ouviu falar?</p>
<p>Pois é, para explicar a expressão, recorro justamente a um dos sites da Web 2.0: a <a href="http://pt.wikipedia.org">Wikipedia</a>. A maior enciclopédia do mundo é escrita por todos nós. Sim, trata-se de uma espécie de biblioteca infinita, feita da colaboração entre internautas. Nela, a gente produz os verbetes, outras pessoas acrescentam informações, melhoram e fazem consultas.</p>
<p>E o que a Wikipedia nos diz sobre Web 2.0? “É um termo cunhado em 2004 pela empresa estadunidense <a href="http://oreilly.com/">O&#8217;Reilly Media</a> para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais”.</p>
<p>Complicou? Para simplificar, então. Web 2.0, por exemplo, é o <a href="http://www.orkut.com">Orkut</a>, um site de relacionamento onde tudo é produzido pelos usuários, é possível montar comunidades, conhecer pessoas, organizar suas fotos, seus vídeos, visitar seus amigos, mandar mensagens, enfim&#8230;</p>
<p>Outro exemplo é o Delicious (http://del.icio.us), um site que nos permite catalogar páginas favoritas de forma que outras pessoas possam vir as nossas dicas. Esse processo, de cidadãos organizando conteúdos, ganhou o nome de Folksonomia.</p>
<p>O próprio You Tube, onde está armazenado o vídeo de Wesch, pertence a esse cenário 2.0. Nele, quase nada do conteúdo disponível é produção da empresa que criou o serviço. São os usuários que mandam, produzem, trocam e interagem. Para se ter uma idéia do fenômeno, o You Tube, no Brasil, está entre os dez sites mais acessados. É o quarto, no <a href="http://www.alexa.com">ranking Alexa</a>.</p>
<p>A Web 2.0 é grande responsável por tanta gente gostar da rede. A gente poderia também chamá-la de Web Social, nome que me agrada mais porque Web 2.0, como citado acima, é criação de uma empresa. Não passa de um rótulo para algo que segundo Tim Berners Lee, o pai da internet, é a própria essência desse novo meio de comunicação.</p>
<p>Também gosto da expressão Web Social porque os sites que fazem sucesso são justamente aqueles que se moldam às nossas vidas. Um exemplo: na época do analógico, tirávamos as fotos, colocávamos no álbum e esperávamos uma visita para compartilhar. Hoje, basta criar um fotolog e enviar o link, que mesmo aquele amigo que mora muito longe pode acompanhar a sua história. Os sites estão cheios de serviços assim. O site <a href="http://www.fotolog.com">fotolog</a>, por exemplo, é o número 18 no ranking Alexa. É um site social. 2.0, se você preferir. Um sucesso.</p>
<p>O filme de Wesch, de menos de dez minutos, explica como é que isso tudo surgiu, de forma bem didática. Nele, há uma frase que sintetiza o que escrevi até agora: “a web não é mais apenas para ligar informações, a web é para ligar pessoas, a web 2.0 é para ligar pessoas, compartilhando, trocando e colaborando”. Por isso a nossa vida mudou.</p>
<p><em>COMENTÁRIO: Ainda acho que não atingi o tom nesse coluna. Queria ser didático, simples, mas acho que juntei muita coisa, no mesmo lugar. A segunda, que no próximo mês compartilho com vocês, sobre a terceira geração de celulares, acho que já ficou bem melhor. </em></p>
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