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	<title>Rodrigo Savazoni &#187; comunicação</title>
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		<title>Remixofagia &#8211; Alegorias de uma Revolução</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 02:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Remixofagia &#8211; Alegorias de uma revolução from FLi Multimídia on Vimeo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vimeo.com/24172300">Remixofagia &#8211; Alegorias de uma revolução</a> from <a href="http://vimeo.com/flimultimidia">FLi Multimídia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Sobre o Momento Digital</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 02:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto originalmente publicado na Revista Zona Digital
O teórico do ciberespaço Howard Rheingold afirma em seu livro Smart Mobs (Multidões inteligentes), ainda não traduzido para o português, que, do ponto de vista tecnológico, nosso mundo vem se transformando não pela ação dos líderes industriais estabelecidos (como já ocorrera com o surgimento da internet e dos computadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto originalmente publicado na <a href="http://zonadigital.pacc.ufrj.br/reflexoes-criticas/sobre-o-momento-digital/">Revista Zona Digital</a></p>
<p>O teórico do ciberespaço Howard Rheingold afirma em seu livro Smart Mobs (Multidões inteligentes), ainda não traduzido para o português, que, do ponto de vista tecnológico, nosso mundo vem se transformando não pela ação dos líderes industriais estabelecidos (como já ocorrera com o surgimento da internet e dos computadores pessoais), mas pela força de “pequenos grupos de jovens empreendedores e de associações de aficcionados”. Aliás, Rheingold, nessa passagem, reforça: “sobretudo por meio de associações de aficcionados”.</p>
<p>Também não é por meio dos líderes estabelecidos e das forças tradicionais que a política se reinventa e se reforça, mas sim pela ação de grupo de “jovens realizadores”, cujo objetivo é a construção de novos territórios para as causas comuns. No Brasil, são justamente esses “jovens realizadores”, ativistas conectados à internet, os arquitetos dos movimentos sociais do século 21. Por meio de projetos democráticos e métodos provocativos, esses agrupamentos contemporâneos estão confrontando forças estabelecidas de nossa sociedade e já fazem algum barulho.</p>
<p>Uma característica (1) desse movimento é que ele provém de articulações cuja origem não está nas estruturas partidárias, sindicais ou mesmo nos movimentos sociais  surgidos nas três décadas anteriores (como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST – ou mesmo as grandes associações de lutas por direitos humanos e sociais – como Ibase ou Ação Educativa, para ficar em apenas dois exemplos). São, acima de tudo, forças articuladas em rede, com forte influência do uso das novas tecnologias de informação e comunicação, que nem sequer podem ser chamadas de “organizações”.</p>
<p>Outro aspecto importante (2) é que são grupos que não se prendem a filiações ideológicas rígidas. Sua marca é a ação. São ideólogos da prática. Pode-se tentar compreendê-los buscando referências na esquerda libertária, de onde provém muitos dos princípios dessas articulações, mas boa parte de seus participantes não se furta a saquear métodos e símbolos extraídos da cultura corporativa. Há uma forte conexão com o altermundismo, o movimento por uma outra globalização que se espraiou no final dos anos 1990 e no início da primeira década do século 21, tendo nos Dias de Ação Global e no Fórum Social Mundial seus grandes momentos de reunião e expressão,  mas somente essa filiação não explica o que está ocorrendo.</p>
<p>Se aproximarmos nossa lupa, cresce a imagem da cultura digital, que, conforme nos explica o professor André Lemos, da Universidade Federal da Bahia, se forja a partir do surgimento da internet e da popularização da microinformática, processos iniciados no final dos anos de 1970. Essa cultura ganha impulso adicional e assume sua forma mais visível com a aparição da web, nos anos 1990. Trata-se de uma cultura baseada na recombinação e na colaboração que se alastrou pelo planeta e produziu um curto-circuito no comportamento, na economia, nas artes, na mídia e, evidentemente, na política.</p>
<p>A percepção dessas transformações, com a massificação das tecnologias, só faz crescer. Com suas ferramentas digitais, esses “jovens realizadores” não só descrevem a realidade, mas acima de tudo transformam-na. Técnica e política, neste debate, jamais podem ser observadas em separado.</p>
<p>Por fim (3), outra característica da articulação desses “jovens realizadores” tecnológicos é a busca pela radicalização da política e da democracia, que vêm sendo paulatinamente aprisionadas pelos interesses econômicos e pela vacilações do representantes políticos tradicionais. Portanto, não se trata de um movimento de negação da política, mas de confrontação das estruturas e dos representantes desse mundo caduco.</p>
<p><strong>Expoentes da transformação em curso</strong></p>
<p>Destaco três redes como aquelas que são os expoentes do que descrevi acima. A rede Transparência Hacker, a rede Metareciclagem e a rede Fora do Eixo. Na sequencia, faço uma rápida descrição das três, para que posteriormente possamos avançar no debate.</p>
<p>A Transparência Hacker (1) é uma comunidade formada por ativistas, jornalistas, programadores e gestores públicos que conta com cerca de 800 membros em sua lista de discussão[1]. Essa rede conta com apoio do escritório brasileiro do W3C, a instituição criada por Tim Berners Lee para manter a world wide web (www) aberta e livre.</p>
<p>De acordo com Daniela Silva, da Esfera e da Casa da Cultura Digital, uma das principais articuladoras da rede, não existem regras prévias para participar da #THacker, mas sugere que a “colaboração, liberdade, autonomia, ética hacker, abertura para formas novas de agir e de pensar sobre o mundo, valores políticos emergentes e mutáveis (ou mutantes) e um certo gostinho pela provocação” são as principais características do movimento. Como está escrito na página do coletivo na internet, interessam “ideias e projetos que utilizem a tecnologia para fins de interesse da sociedade” e sua vocação específica é exigir a abertura dos dados governamentais. Ou seja, os ativistas querem que o estado, na era da informação, compartilhe com os cidadãos suas informações, o que por si só se constitui em uma forma de compartilhar poder.</p>
<p>A rede Metareciclagem (2) é pioneira desse movimento, tendo surgido no contexto do Fórum Social Mundial. Sua lista, que pode ser acessada por meio do site http://www.metareciclagem.org está ativa há oito anos. De acordo com Felipe Fonseca, um dos articuladores desse coletivo, “a metareciclagem é mais um foco de potência de ação política – porque as pessoas trocam entre si – do que uma instância política autônoma, que tenha uma coerência”. No início da política pública dos Pontos de Cultura, muitos dos ativistas desse coletivo trabalharam na elaboração do que viria a constituir os Kits Multimídia e a ação cultura digital, cujo objetivo é promover a criação tecnológica utilizando ferramentas livres. Fonseca é autor do livro Laboratórios do Pós-Digital, disponível para download no endereço http://efeefe.no-ip.org/livro/laboratorios-pos-digital, no qual apresenta muitas das questões centrais da reflexão da Metareciclagem.</p>
<p>O (3) Fora do Eixo (www.foradoeixo.org.br), por sua vez, é uma rede de coletivos de produção cultural que está presente em todos os estados do Brasil. Iniciada em 2005, por meio de uma parceria entre produtores das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), a rede foi crescendo e hoje é tida como a principal força político-cultural surgida no país nos últimos anos. Somente no ano passado, mais de 5 mil bandas circularam por meio das ações dos coletivos que integram essa rede. A partir das articulações por eles lideradas, foram promovidas ações como a criação da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin)[2], e a criação do Partido da Cultura[3], que vem buscando interlocução com a classe política tradicional sobre questões de interesse das novas gerações, e as Marchas da Liberdade[4], movimento que este ano levou às ruas de várias cidades militantes em defesa das liberdades. Entre as inúmeras inovações introduzidas por esse coletivo de coletivos, está a de utilizar a economia solidária para construir relações sociais diferenciadas entre sua rede de produtores e ativistas.</p>
<p><strong>Política Tropicalista</strong></p>
<p>Descritos os exemplos que nos interessam, podemos prosseguir.</p>
<p>Durante os oito anos de governo Lula, esses “jovens realizadores”, adeptos de novas formas de fazer política, foram co-gestores de políticas públicas. Isso ocorreu especialmente no Ministério da Cultura, instituição que se apresentou como importante indutor do crescimento dos coletivos, dando a eles o reconhecimento institucional que, em geral, articulações de perfil libertário não recebem.</p>
<p>Essa configuração, porém, não foi especificidade da Cultura, posto que o diálogo entre os ativistas e o governo federal daqueles tempos propiciou: 1. as ações em defesa do software livre (que é a matriz ideológica de boa parte dos movimentos políticos e sociais em rede); 2. as políticas públicas em favor do compartilhamento do conhecimento, como o programa Cultura Viva (dos Pontos de Cultura), a defesa da reforma da Lei de Direitos Autorais (LDA), além de um conjunto de iniciativas mais pontuais, como o diálogo com a blogosfera, os Pontos de Mídia Livre e a rede CulturaDigital.Br; 3. a proposição de um Marco Civil de direitos dos cidadãos digitais pelo Ministério da Justiça, legislação elaborada de forma aberta e compartilhada (veja o site www.culturadigital.br/marcocivil).</p>
<p>Conforme afirma Hermano Vianna, em Políticas da Tropicália:</p>
<p>“Talvez os softwares livres do ministro Gilberto Gil criem um ciberespaço onde o espírito tropicalista se reproduza em inteligências artificiais e virtuais, na periferia de um novo império americano que o rock amado com tanto custo por determinados jovens baianos dos anos 60 nem sequer podia imaginar”.</p>
<p>Hermano utiliza neste texto, escrito há alguns anos, a expressão “talvez”, porque sabia que a reação de setores privilegiados pelas políticas de estado não tardaria a ocorrer.  Atualmente, essa delicada relação entre os “novos agentes” e o governo popular” está escorrendo pelos dedos. O portal rumo ao desconhecido que se abriu durante o governo Lula, a nova gestão do Ministério da Cultura de Dilma Rousseff – e sua mudança de orientação – fechou. Com Luiz Inácio Lula da Silva e Gilberto Gil havia-se aberto um trilha de transformações profundas, no plano da existência e dos símbolos, que abalou estruturas. Aqueles que sempre foram privilegiados e entre 2003 e 2010 foram confrontados reagiram, organizando um movimento de reconquista que conta com a aderência de parte da esquerda tradicional.</p>
<p>O recorte tropicalista das políticas culturais, com sua opção de fomento das dissidências e estímulo às bordas do sistema (ou mesmo por aqueles que só se divisa a partir de dobras) – que é, conforme a citação de Rheingold no início deste texto, onde a inovação reside, o caldo da transformação entorna e a vida parece poder superar o capital – tornou-se contraditoriamente foco da ira dessa estranha aliança entre setores da esquerda e do empresariado da comunicação e da cultura. Esse movimento – é bom lembrar – não é privilégio do Brasil, mas sim uma reação global[5] à cultura digital.</p>
<p><strong>Em busca de uma democracia biopolítica</strong></p>
<p>É preciso mais uma vez reforçar: a essência dos movimentos da cultura digital provém do software livre. No início dos anos 1980, um grupo de engenheiros liderados por Richard Stallman criou a Free Software Foundation (FSF), organização com o objetivo de defender a colaboração e o compartilhamento quando os softwares começavam a se tornar instrumentos de enorme ganho financeiro. Para maximizar seus vencimentos, as empresas de tecnologia começaram a adotar patentes e mecanismos de proteção de propriedade intelectual, contrariando assim a essência do desenvolvimento científico, que é baseado na evolução a partir do conhecimento acumulado.</p>
<p>Para “amarrar” a liberdade de compartilhar ao modelo de licenciamento, a FSF criou um modelo alternativo (a licença GPL), que passou a ser utilizada pelos desenvolvedores no mundo todo. Essa ação, aparentemente técnica, embutia um confronto político que cresceria desde então: o da luta contra a propriedade na era do conhecimento.</p>
<p>É justamente essa visão de superação da propriedade privada que constitui o diferencial do movimento de cultura digital[6]. Era essa visão que estava a nortear as políticas públicas desenvolvidas durante o governo Lula. Uma construção que poderia apontar para  uma democracia biopolítica, nos termos que propõe Peter Pál Pelbart, com base nos escritos de Deleuze, Foucault, Negri, Lazzaratto, Agamben, entre tantos outros pensadores contemporâneos que atualizam nossa compreensão do mundo.</p>
<p>Peço licença para uma citação do livro Vida Capital, de Peter Pál Pelbart:</p>
<p>“Podemos retomar nosso leitmotiv: todos e qualquer um, e não apenas os trabalhadores inseridos em uma relação assalariada, detêm a força-invenção, cada cérebro-corpo é fonte de valor, cada parte da rede pode se tornar vetor de valorização e de autovalorização. Assim, o que vem à tona, com cada vez maior clareza é a biopotência do coletivo, a riqueza biopolítica da multidão. É esse corpo vital coletivo reconfigurado pela economia imaterial das últimas décadas que, nos seus poderes de afetar e ser afetado e de constituir para si uma comunialidade expansiva, desenha as possibilidade de uma democracia biopolítica”.</p>
<p>Essa capacidade de reinventar o viver, que está na essência do confronto biopolítico, vejo explícita em dissidentes como o Transparência Hacker, o Metareciclagem e o Fora do Eixo. Como são projetos distintos, de formação distinta, ainda que com muitos pontos de conexão, evidentemente que não caberia analisá-los por igual, mas se há algo que é comum a todos eles é o permitir novas “formas de viver”, constituindo-se como agentes  fundamentais no processo de construção dessa “democracia biopolítica”. Daí que, se estamos falando de políticas de esquerda, estimulá-los é uma obrigação.</p>
<p>Fato é, portanto, que algumas questões só poderão ser respondidas se compreendermos que a inovação cultural passa por esses “jovens realizadores”. Mais que de uma investigação aprofundada sobre o papel desses coletivos – algo extremamente necessário[7] – temos necessidade de políticas que os fomente e fortaleça. Era isso que vinha ocorrendo no governo Lula e que com Dilma parece ter perdido o passo[8]. A presidente parece não ter percebido que o investimento nos “jovens realizadores” pode ser o diferencial do Brasil.</p>
<p>Para discutir essas questões, as redes e coletivos estarão presencialmente em contato na<a href="http://www.culturadigital.org.br"> terceira edição</a>  do Festival CulturaDigital.Br (que no início foi chamado de Fórum da Cultura Digital Brasileira). O evento será realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro, no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna e no Odeon, com patrocínio da Petrobras e apoio da Secretaria Estadual de Cultura. Quando ainda se chamava Fórum, esse evento, que acima de tudo é um processo de construção política, por meio do diálogo em rede, foi realizado a partir de uma articulação da sociedade civil organizada e o Ministério da Cultura. Seu objetivo inicial era ser um espaço de elaboração colaborativa de políticas culturais para o Século 21, o século das redes, da informação, da produção pós-industrial.</p>
<p>Atualmente, o Festival CulturaDigital.Br almeja ser um espaço de encontro dos novos realizadores, produtores e ativistas que operam na intersecção entre cultura, política e tecnologia, promovendo inovações. A edição passada foi uma grande arena de contatos e encontros que vêm reverberando desde então. Este é o momento digital.</p>
<p>[1] https://groups.google.com/group/thackday?hl=pt</p>
<p>[2] http://www.abrafin.com.br/</p>
<p>[3] http://partidodacultura.blogspot.com/</p>
<p>[4] http://www.marchadaliberdade.org/</p>
<p>[5] Na Espanha, a lei Sinde-Zapatero permite desconectar internautas que “violem” direitos autorais; na França, a lei Hadopi abriu caminho para criminalizar quem compartilha músicas, na Inglaterra, diante dos protestos dos jovens, que se articulam em redes, o premiê propõe a desconexão, no Egito, na Tunísia, na Líbia, em todo o norte da África, computadores (re)agem…</p>
<p>[6] Para não ser acusado de tecnoutópico, registro que o capital se propaga com força por meio das redes, e que a colonização da vida por meio das tecnologias ocorre. No entanto, o fito desta nota é justamente demonstrar que não existe resistência e superação ao capital fora desse combate no plano das subjetividades.</p>
<p>[7] Vale destacar a tese de doutoramento de Hernani Dimantas, na Universidade de São Paulo, sobre o Metareciclagem, trabalho executado por um pesquisador que é também um dos mais importantes articuladores dessa rede.</p>
<p>[8] O recente artigo do Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, “As Razões do Diálogo com os Hackers” parece apontar para uma nova abertura governamental para políticas de fomento às dissidências: http://www.trezentos.blog.br/?p=6224</p>
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		<title>Por que o Plano Nacional de Banda Larga é necessário?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para que imagens como essa não sejam publicadas, para que os usuários não tenham que passar por esse tipo de situação: 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para que imagens como essa não sejam publicadas, para que os usuários não tenham que passar por esse tipo de situação: </p>
<div id="attachment_231" class="wp-caption alignnone" style="width: 1034px"><img src="http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2010/06/bandalarga-1024x819.jpg" alt="Imagem da tela do G1 dizendo que não posso ver o streaming" width="500" height="399" class="size-large wp-image-231" /><p class="wp-caption-text">Imagem da tela do G1 dizendo que não posso ver o streaming</p></div>
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		<title>Gilberto Gil vs MidiaDub &#8211; Cultura Digital AV</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 19:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2009 entrevistei o Gilberto Gil para o livro CulturaDigital.BR. Filmei a maior parte das entrevistas com uma Mini-DV, de forma bem amadora. Entreguei o material na mão dos caras do Midiadub e nasceu esse trabalho aqui, que compartilho depois de algum tempo já publicado na rede.
Cultura Digital AV from midiadub on Vimeo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2009 entrevistei o Gilberto Gil para o livro <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/">CulturaDigital.BR</a>. Filmei a maior parte das entrevistas com uma Mini-DV, de forma bem amadora. Entreguei o material na mão dos caras do <a href="http://www.midiadub.com/">Midiadub</a> e nasceu esse trabalho aqui, que compartilho depois de algum tempo já publicado na rede.</p>
<p><a href="http://vimeo.com/9552201">Cultura Digital AV</a> from <a href="http://vimeo.com/midiadub">midiadub</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Lançamento do meu livro no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:08:20 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Convite CD por Rodrigo Savazoni, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/savazoni/3863310286/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3485/3863310286_ce5d059e2b.jpg" alt="Convite CD" width="500" height="355" /></a></p>
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		<title>Sobre o prêmio Pulitzer para o Politifact</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 18:10:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ano passado eu ajudei a construir a cobertura das eleições municipais para o Estadão. Meu negócio, como sabem, é web. Foi nisso que trabalhei. Desenhei, com a Lulu e o Tiagão, o site especial que abrigaria a cobertura do portal e realizei alguns projetos especiais que foram muito bem recebidos pelos meus pares, mas principalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado eu ajudei a construir a<a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/" target="_blank"> cobertura das eleições municipais para o Estadão</a>. Meu negócio, como sabem, é web. Foi nisso que trabalhei. Desenhei, com a Lulu e o <a href="http://www.thiagobraga.com/index.html" target="_blank">Tiagão</a>, o site especial que abrigaria a cobertura do portal e realizei alguns projetos especiais que foram muito bem recebidos pelos meus pares, mas principalmente pelo público. É isso que me importa, sem demagogia.</p>
<p>Por lá, produzi o <a href="http://www.estadao.com.br/vereadordigital" target="_blank">Vereador Digital</a>, o <a href="http://www.estadao.com.br/euprometo">Eu Prometo</a> e também o <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/apuracao/apuracao1.php" target="_blank">mural de apuração online</a>, que, até onde sei, se tornou o<a href="http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/apuracao/apuracao.php" target="_blank"> maior blockbuster do grupo</a>. Também auxiliei o Jelin na elaboração de dois infográficos sensacionais, que receberam o nome de A Geografia do Voto: um deles, com os <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/geografia-do-voto,32680.htm" target="_blank">votos por município</a>, o outro <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/o-poder-dos-partidos,36661.htm" target="_blank">um mega recorte sócio-cultural da votação dos partidos</a>.</p>
<p>Não é de hoje que cubro eleições. Essa foi a quinta que participei. Em 2000, fiz alguns frilas. Em 2002, <a href="http://web.archive.org/web/20020803051841/http://www.lula.org.br/" target="_blank">trabalhei na campanha do Lula</a>, em 2004, participei da <a href="http://www.radiobras.gov.br/textos/eleicoesmunicipais.doc" target="_blank">cobertura eleitoral da Radiobrás</a>. Em 2006, <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/coberturas-tematicas/2006/06/29/cobertura_tematica.2006-06-29.6537535640/view" target="_blank">participei da montagem de uma das experiências mais fascinantes da minha carreira, que foi a cobertura integrada e multimídia da eleição que reconduziria Lula ao poder</a>. Em 2008, toquei esse trabalho no Estadão, do qual muito me orgulho.</p>
<p><a href="http://www.savazoni.com.br/?p=148" target="_blank">Nos EUA rolava a eleição americana, que levaria Barack Obama à presidência</a>. Como sabemos, foi uma eleição em que a internet jogou papel preponderante. No meio de um imenso volume de conteúdos e formatos, um trabalho logo de cara me chamou a atenção: o <a href="http://www.politifact.com/truth-o-meter/" target="_blank">PolitiFact</a>. Falei dele com quem pude. Mas poucos compartilharam comigo essa felicidade, o que não me abalou.</p>
<p>Acompanhei o projeto desde os primórdios. Falei dele em um debate na MTV. Tentei convencer meus chefes a fazer algo semelhante por aqui. <a href="http://www.politifact.com/truth-o-meter/statements/" target="_blank">O verdadômetro que eles desenvolveram, que funcionava como um filtro para o imenso volume de informações que circulavam durante o processo eleitoral, soou-me coisa de gênio</a>.</p>
<p>Qual o papel do jornalismo no mundo contemporâneo, em que qualquer um pode ser um produtor de informação? Ainda seria pôr a salvo a verdade?</p>
<p>Um meio de fazer jornalismo seria filtrar o que se produz de conteúdo, de forma inteligente, usando de instrumentos da investigação jornalística.</p>
<p>Pois é exatamente isso, e nada mais, que O PolitiFact faz. Checa dados, desconstrói discursos, apura o contexto de informações que já estão disponíveis e sendo propagadas para e pelos cidadãos. Cria uma nova camada de informação sobre a informação diluída. É como uma hemodiálise. O antídoto para um fluxo ininterrupto de informações que afasta o cidadão do conhecimento.</p>
<blockquote><p>Como escreve <a href="http://www.aronpilhofer.com/posts/10" target="_blank">Aron Pilhofer:</a></p>
<p><a href="http://www.aronpilhofer.com/posts/10" target="_blank"></a> Jornalismo serve para ajudar as pessoas a entenderem questões importantes e como essas questões tocam-nas diretamente. Serve para descobrir aquilo que alguém pretende manter encoberto. Serve para fiscalizar pessoas que nós escolhemos para altos cargos públicos. Tomando como base todas essas definições – e outras quantas você queira encontrar – Politifact mais que passa no teste. O site pega uma forma tradicional de produzir reportagem – checar o que os políticos dizem – e a transforma de um jeito só possível na web.</p></blockquote>
<p>Essa foi uma das características do PolitiFact que mais me seduziu: o fato de ser uma ideia jornalística inteligente, que demonstra o quão importante pode ser o jornalismo na era digital.</p>
<p>E esse deve também ter sido o motivo que seduziu o júri do Prêmio Pulitzer a conceder à equipe do <a href="http://www.tampabay.com/publication/" target="_blank">St. Petersburg Times</a> o prêmio de melhor cobertura nacional de 2008. Como afirma Pilhofer, isso coloca o jornalismo online em um outro patamar.</p>
<p>Por isso, o prêmio deles é, sem dúvida, uma vitória de todos nós que topamos o desafio de fazer jornalismo de qualidade e espírito público na rede mundial de computadores.</p>
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		<title>Para entender a internet</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 22:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>

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		<description><![CDATA[Como me tornei um blogueiro fora de forma, absorto com a recuperação do Ronaldo (será que vai mesmo?), demorei para publicar aqui o anúncio do lançamento do livro colaborativo Para entender a Internet, organizado pelo Juliano Spyer, e para o qual escrevi um artigo sobre Exclusão Digital.

PS &#8211; Se você não entendeu a citação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como me tornei um blogueiro fora de forma, absorto com a recuperação do Ronaldo (<em>será que vai mesmo?</em>), demorei para publicar aqui o anúncio do lançamento do livro colaborativo <a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/">Para entender a Internet</a>, organizado pelo Juliano Spyer, e para o qual escrevi um artigo sobre <a href="http://paraentenderainternet.blogspot.com/2009/01/brecha-digitalexclusao-digital-rodrigo.html">Exclusão Digital</a>.</p>
<p><a href="http://stoa.usp.br/oerworkshop/files/1333/7925/Para+entender+a+Internet.pdf" rel="license"><img alt="Para Entender a Internet" style="border-width:0"></a></p>
<p>PS &#8211; Se você não entendeu a citação de 70 milhões de usuários de internet no Brasil feita no texto, leia este <a href="http://www.savazoni.com.br/?p=18">post aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em transe: A melhor TV Digital</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 22:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela não é uma evolução da televisão. É mais parecida com um computador. E está em construção
Clay Shirky, pesquisador norte-americano de novas mídias, escreveu um livro chamado Here Comes Everybody e mantém um blog com o mesmo nome. Em um texto publicado recentemente, ele compara a mídia no século 20 a uma corrida na qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ela não é uma evolução da televisão. É mais parecida com um computador. E está em construção</em></p>
<p>Clay Shirky, pesquisador norte-americano de novas mídias, escreveu um livro chamado <a href="http://www.herecomeseverybody.org">Here Comes Everybody</a> e mantém um blog com o mesmo nome. Em um texto publicado recentemente, ele compara a mídia no século 20 a uma corrida na qual só o que importa é consumir e indica que a mídia daqui para a frente será um triatlo, em alusão à modalidade esportiva em que os atletas nadam, pedalam e correm para cumprir a prova: “As pessoas consomem, mas também gostam de produzir e de compartilhar”. Ou seja, é uma mídia feita por e para todo mundo.</p>
<p>A TV Digital que se discutiu no Brasil, nos últimos anos – que consiste basicamente na migração do sistema de televisão aberta e gratuita do formato analógico para o digital – pertence a esse velho mundo que está ruindo. Ninguém, no fundo, quer uma televisão que continue a estimular a passividade do público, que não permita interação, que apenas ofereça uma qualidade de imagem melhor.</p>
<p>De acordo com dados do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre divulgados em dezembro, quando o SBTVD fez um ano, apenas 150 mil receptores fixos foram vendidos no Brasil. A estimativa dos promotores do sistema é de que 600 mil pessoas tenham hoje acesso à TV Digital no país. Além disso, foi divulgado que a sonhada interatividade (o que poderia ser o diferencial da TV digital) só deve chegar – se chegar – em 2010.</p>
<p>Enquanto isso, uma outra TV Digital se estrutura no mundo todo, resultado da convergência do audiovisual com a internet. Uma TV Triatlo, para pegar a imagem construída por Shirky. Essa é a grande aposta de 2009. É assim que pensa Steve Balmer, sucessor de Bill Gates na Microsoft, conforme registrou o site G1: “Por mais de 60 anos, a TV se tornou o principal centro de entretenimento da família. Sua resolução das imagens melhorou, mas as funcionalidades se mantiveram praticamente as mesmas. Agora é a hora de TVs mais conectadas e do fim das barreiras entre televisão e computador”.</p>
<p>Um dos mais recentes exemplos dessa visão é o projeto internet@TV, parceria do Yahoo! com a Intel, que consiste num conjunto de aplicativos que rodam integrados a vários modelos de aparelhos de televisão. Usando o controle remoto, o usuário de TV passa a navegar na web. Não se trata de transformar a televisão em um computador, mas de um formato híbrido.</p>
<p>O presente ainda demonstra que a rainha dos lares brasileiros segue firme em seu trono. O futuro, no entanto, passa por aí.</p>
<p>A audiência dos telejornais, telenovelas e demais produtos das emissoras abertas até agora apenas sofreu arranhões. Mas, conforme reportagem publicada pela edição de novembro da revista Tela Viva, especializada no mercado de telecomunicações, o público plenamente satisfeito com a TV aberta está concentrado na faixa de idade com mais de 50 anos. Os mais jovens querem o triatlo (veja o gráfico).</p>
<p><strong>Como será o amanhã</strong></p>
<p>Ainda é difícil saber como será a TV do futuro, mas algumas experiências que estão em curso, no Brasil e no exterior, já apontam um caminho. Você já ouviu falar no Napster? O software que acabou com a indústria da música, por permitir às pessoas trocarem arquivos entre suas máquinas. E no Skype? O software que oferece ao usuário fazer ligações telefônicas pelo computador a custo zero. Pois bem, esses dois programas têm em comum o fato de utilizar Peer-to-Peer (ponto a ponto, ou, em tradução livre, pessoa a pessoa), tecnologia que permite às máquinas (consequentemente aos indivíduos) dialogar.</p>
<p>Essa ideia, aplicada à transmissão de arquivos audiovisuais, recebeu o nome de broadcatching e poderá ser o vilão definitivo da radiodifusão (broadcast). Um dos mais interessantes softwares de broadcatching é o <a href="http://www.getmiro.com">Miro</a>, que você pode instalar em seu computador. Ele funciona em formato de compartilhamento de arquivos sob demanda e permite a “assinatura de canais”, alguns deles exclusivos. A maioria das ofertas é apenas em inglês.</p>
<p><strong>Transmissão participativa</strong></p>
<p>Desde setembro, a TV Cultura, no endereço www.radarcultura.com.br/rodaviva, promove transmissões experimentais participativas do programa de debates Roda Viva, às segundas-feiras à noite. Em uma página web são exibidos três vídeos, um deles com a transmissão “oficial”, outro com os bastidores (que ficam permanentemente no ar, inclusive antes e depois do término do programa) e outro que acompanha o cartunista Chico Caruso.</p>
<p>Nessa mesma página há também um chat e ambientes que reúnem mensagens postadas pela rede social <a href="http://www.twitter.com">Twitter</a> e fotos feitas na arena do programa por usuários da rede social <a href="http://www.flickr.com">Flickr</a>. Nos intervalos, a repórter Lia Rangel invade a roda e faz aos entrevistados as perguntas propostas no chat ou pela Twitter. Essa interação tem agradado muito os participantes da experiência.</p>
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		<title>Em transe: A web imita a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 18:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[emtranse]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[As redes sociais, ou sites de redes sociais, são uma febre &#8211; e para muitas pessoas &#8211; a única coisa que existe na internet
O ativista Cláudio Prado, presidente do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, narra um episódio ocorrido com ele em uma favela. Ao ministrar uma oficina sobre novas mídias, perguntou aos 30 meninos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>As redes sociais, ou sites de redes sociais, são uma febre &#8211; e para muitas pessoas &#8211; a única coisa que existe na internet</em></p>
<p>O ativista Cláudio Prado, presidente do <a href="http://www.augustasenergiasutopicas.net">Laboratório Brasileiro de Cultura Digital</a>, narra um episódio ocorrido com ele em uma favela. Ao ministrar uma oficina sobre novas mídias, perguntou aos 30 meninos e meninas participantes quantos acessavam a internet: 22 levantaram a mão. Na sequência, perguntou quantos usavam <a href="http://www.orkut.com">Orkut</a>: 26 se manifestaram. No Brasil, a impressão que passa é a de que as redes sociais são maiores que a própria rede mundial de computadores. Mais de 50% dos perfis criados no Orkut são “brasileiros”.</p>
<p>Mas o que é uma rede social? Segundo danah boyd, estudiosa do tema e consultora de grandes empresas do mundo, um site de rede social tem três características: 1) permitir ao usuário construir um perfil; 2) articular uma lista de amigos e conhecidos; e 3) visualizar e cruzar sua lista de amigos com os seus associados e com outras pessoas dentro do sistema. O Orkut é o grande fenômeno, mas há outros casos.</p>
<p>No <a href="http://www.dosgter.com">Dogster </a> ou no <a href="http://www.catster.com">Catster</a>, donos de bichos de estimação constroem os perfis de seus animais e trocam informações. O <a href="http://www.mychurch.org">MyChurch</a> reúne igrejas, paróquias e fiéis e conecta pessoas que compartilham da mesma fé &#8211; aqui acontecem até cultos.</p>
<p>Há também opções, por assim dizer, mais mórbidas, como o <a href="http://alwaysberemembered.co.uk">Always be Remembered</a> e o <a href="http://www.gonetoosoon.org">Gone too Soon</a>. As duas mantêm perfis de pessoas que morreram, criados por amigos e familiares.</p>
<p>Nos primórdios, as redes sociais foram pensadas para aproximar pessoas que não se conheciam. Logo, percebeu-se que seriam muito mais úteis se trouxessem para o mundo virtual as relações já existentes fora da web (laços consolidados). Foi assim que o <a href="http://www.friendster.com">Friendster</a>, rede pioneira em sucesso, se consolidou, nos idos de 2002.</p>
<p>No entanto, nos últimos anos, temos visto a volta de redes mais focadas, como as que citei anteriormente ou como a <a href="http://www.linkedin.com">LinkedIn</a>, dedicada a currículos e ao gerenciamento de contatos profissionais.</p>
<p>De tudo o que vi até agora &#8211; e estou sempre rastreando novos exemplos -, a mais diferente foi a <a href="http://www.muslima.com">Muslima</a>, redepara acerto de casamentos entre muçulmanos, criada pela equipe da <a href="http://www.cupidmedia.com">Cupidmedia</a>. Como não consegui entrar, não descobri se são as próprias pretendentes que participam ou os seus pais.</p>
<p>A web imita a vida. Quer se organizar politicamente? Namorar? Encontrar um emprego? Publicar vídeos, fotos, jogar on-line ou homenagear alguém que já se foi? Todos os caminhos levam a uma rede social.</p>
<p><strong>Ouça música</strong></p>
<p> Blip FM (www.blip.fm), Last FM () e AccuRadio (www.accuradio.com).</p>
<p>O <a href="http://www.myspace.com">MySpace</a> poderia estar na outra lista, pois é um dos sites mais vistos do planeta e também funciona como uma rede social normal, completa, como Orkut ou <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a>. Mas o legal mesmo ali é fuçar na área de música, na qual estão disponíveis perfis de bandas e cantores, dos grandes sucessos aos notórios anônimos. A <a href="http://www.last.fm">LastFM</a> reinava absoluta no universo das rádios colaborativas, em que era possível criar uma programação e ser ouvido pelos seus amigos, até surgir a <a href="http://www.blip.fm">Blip.FM</a>, que é uma ferramenta de brincar de DJ e recomendar canções muito divertida.</p>
<p><strong>As maiores</strong><br />
<a href="http://www.orkut.com">Orkut</a>, <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a>, <a href="http://fr.skyrock.com">Skyrock</a>, <a href="http://us.cyworld.com">Cyworld</a>, <a href="http://www.bebo.com">Bebo</a>, <a href="http://www.hi5.com">Hi5</a></p>
<p>Líderes de mercado, essas redes são muito parecidas entre si. Oferecem, quase todas, as mesmas funcionalidades. A CyWorld<a href="http://us.cyworld.com">Cyworld</a> é mais utilizada em países asiáticos, como a Coreia, onde surgiu, e a China. O <a href="http://fr.skyrock.com">Skyrock</a> é o terceiro site mais acessado na França (os franceses têm sempre de ter seu próprio produto). A &lt;a href=&quot;<a href="http://www.hi5.com">Hi5</a>&#8220;&gt;Hi5</a> bombou em países hermanos e recentemente chegou mais forte ao Brasil. A <a href="http://www.bebo.com">Bebo</a> foi durante um bom tempo uma rede quase exclusiva do Reino Unido. <a href="http://www.facebook.com">Facebook</a> é, de todas elas, a mais mundial, a mais “intelectual” e a mais internacional.</p>
<p><strong>Legais ou ilegais</strong></p>
<p>Barack Obama criou uma rede e usou-a para mobilizar a juventude durante sua campanha. Tornou-se presidente. Resta saber se vai barrar no Congresso americano o projeto de lei que propõe impedir o acesso a sites de redes sociais em escolas e bibliotecas públicas. Tomara que ele não siga o exemplo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Durante a campanha, Kassab criou a K25, uma rede social para organizar seus correligionários. Mas, no mesmo período, assinou um decreto que impede o acesso ao Orkut e a outras redes nas escolas da maior cidade brasileira. Para o político brasileiro, rede social boa é a dele.</p>
<p><strong>Crie a sua</strong><br />
Se nada agradou, vá ao site do <a href="http://www.ning.com">Ning</a> e crie a sua rede social, sobre o tema que quiser. Geralmente, as redes criadas no Ning são menores. Elas são um ótimo substituto para o grupo de e-mails e trazem as mesmas funcionalidades que as melhores redes sociais da web.</p>
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		<title>Ainda sobre o nerdismo na Campus Party</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 16:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Carlos, video-ativista, criador do programa Bola e Arte, e repórter da Fiz TV, filmou de forma privilegiada (no primeiro vídeo que publiquei é possível identificá-lo em cima do palco) o embate entre os nerds e De Leve, um dos eventos dispensáveis da Campus Party.
O realizador entrevistou longamente De Leve e Chupa, o nerd que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Carlos, video-ativista, criador do programa <a href="http://fiztv.uol.com.br/f/Usuario/index/6078">Bola e Arte</a>, e repórter da <a href="http://www.fiztv.com.br">Fiz TV</a>, filmou de forma privilegiada (no primeiro vídeo que publiquei é possível identificá-lo em cima do palco) <a href="http://www.savazoni.com.br/?p=170">o embate entre os nerds e De Leve</a>, um dos eventos dispensáveis da Campus Party.</p>
<p>O realizador entrevistou longamente <a href="http://dicamelim.blogspot.com/">De Leve</a> e Chupa, o nerd que tentou tirar o músico do palco à força. Neste vídeo que republico abaixo ele desnuda a origem do nerdismo. As cenas são auto-explicativas, mas vale destacar o choque de classes patente no discurso de um e outro.</p>
<p>Aproveite e veja também <a href="http://fiztv.uol.com.br/f/Usuario/index/6078">o Bola e Arte</a></p>
<p>PS &#8211; Em seu blog, De Leve afirma que não foi tirado do palco, que fez o show até a última música. Fica a correção. As imagens, da forma como foram editadas, e a fala da músico que se ouve no filmete (alegando que pretendia encerrar o show para não causar mais confusão), dão a entender que o show terminou antes do previsto.</p>
]]></content:encoded>
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