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	<title>Rodrigo Savazoni &#187; arte digital</title>
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		<title>Remixofagia &#8211; Alegorias de uma Revolução</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 02:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Remixofagia &#8211; Alegorias de uma revolução from FLi Multimídia on Vimeo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vimeo.com/24172300">Remixofagia &#8211; Alegorias de uma revolução</a> from <a href="http://vimeo.com/flimultimidia">FLi Multimídia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Gilberto Gil vs MidiaDub &#8211; Cultura Digital AV</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 19:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2009 entrevistei o Gilberto Gil para o livro CulturaDigital.BR. Filmei a maior parte das entrevistas com uma Mini-DV, de forma bem amadora. Entreguei o material na mão dos caras do Midiadub e nasceu esse trabalho aqui, que compartilho depois de algum tempo já publicado na rede.
Cultura Digital AV from midiadub on Vimeo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2009 entrevistei o Gilberto Gil para o livro <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/09/26/baixe-o-livro-culturadigital-br/">CulturaDigital.BR</a>. Filmei a maior parte das entrevistas com uma Mini-DV, de forma bem amadora. Entreguei o material na mão dos caras do <a href="http://www.midiadub.com/">Midiadub</a> e nasceu esse trabalho aqui, que compartilho depois de algum tempo já publicado na rede.</p>
<p><a href="http://vimeo.com/9552201">Cultura Digital AV</a> from <a href="http://vimeo.com/midiadub">midiadub</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Lançamento do meu livro no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Convite CD por Rodrigo Savazoni, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/savazoni/3863310286/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3485/3863310286_ce5d059e2b.jpg" alt="Convite CD" width="500" height="355" /></a></p>
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		<title>Revolução dos Nerds ou Nerdismo (uma variação do Nazismo)?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 16:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Toda tentativa radical de cerceamento à liberdade de expressão é, em resumo, um atentado à sociedade e à inteligência.
As imagens do vídeo de jovens campuseiros tentando tirar à força um músico do palco assemelham-se às de uma manifestação nazista – cenas, evidentemente toscas, que remetem aos frames produzidos por Ettore Scola sobre a passagem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda tentativa radical de cerceamento à liberdade de expressão é, em resumo, um atentado à sociedade e à inteligência.</p>
<p>As imagens do vídeo de jovens campuseiros tentando tirar à força um músico do palco assemelham-se às de uma manifestação nazista – cenas, evidentemente toscas, que remetem aos frames produzidos por Ettore Scola sobre a passagem de Hitler por Roma, durante o governo de Mussolini.</p>
<p>O rapper <a href="http://www.myspace.com/deleve">De Leve</a> ontem foi vítima do nerdismo, uma variação longínqua do nazismo. A movimentação da massa em fúria emerge de uma visão conservadora e moralizante. Eram nerds ou a liga das jovens católicas que queriam impedir o rapper de balançar o cu?</p>
<p>De Leve é um artista contemporâneo. Um remixador. Um cara pioneiro na defesa da música livre, no manejo de direitos flexíveis. Por isso, esse post é em defesa do De Leve e de todos que lutam contra os cerceadores das liberdades</p>
<p><a href="http://dicamelim.blogspot.com/">Aqui</a> o blog do De Leve.</p>
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		<title>No último período, Gil foi ministro de Xangô</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 13:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Publicado no Estadão)
Outubro de 2007. Gilberto Gil está na Califórnia, nos Estados Unidos, para se encontrar com figurões do Vale do Silício. No Brasil, especula-se sobre sua saída do Ministério da Cultura. Gil pretende aproveitar a viagem para depositar na balança dos prós e contras razões para permanecer, ou não, no comando da pasta.
Na bandeja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Publicado no <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080731/not_imp214888,0.php">Estadão</a>)</p>
<p>Outubro de 2007. Gilberto Gil está na Califórnia, nos Estados Unidos, para se encontrar com figurões do Vale do Silício. No Brasil, especula-se sobre sua saída do Ministério da Cultura. Gil pretende aproveitar a viagem para depositar na balança dos prós e contras razões para permanecer, ou não, no comando da pasta.</p>
<p>Na bandeja do &#8220;fico&#8221;, pesam a lealdade da equipe, a crescente projeção nacional e internacional de sua figura política e a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não queria perdê-lo. No prato do &#8220;saio&#8221;, acumulam-se um calo nas cordas vocais &#8211; acostumadas a cantar, não a discursar &#8211; e a pressão da música, materializada em sua mulher e produtora Flora Gil, que desde o início do segundo mandato de Lula não escondia de ninguém querer a saída do marido.</p>
<p>Certa noite, no hotel, Gil conversa com um assessor. O telefone toca. Ao desligar, o ministro gargalha, divertido. Vira-se e diz que era Flora, uma disciplinada filha de santo. Ela acabara de voltar do terreiro e tinha recebido de Xangô, orixá associado à Justiça e aos raios e trovões, um recado: não era hora de Gil deixar o ministério porque ainda tinha uma missão a cumprir. Gil continua a rir.</p>
<p>O assessor, então, pergunta. &#8220;Mas e aí, ministro?&#8221;</p>
<p>Gil responde: &#8220;Agora, é Xangô, ué?&#8221;</p>
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		<title>Algumas considerações sobre o NewsCamp</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 14:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sábado participei pela primeira vez do NewsCamp, a convite da jornalista e blogueira Ceila Santos. Na edição passada, meses atrás, fui apenas para o botequim, encontrar-me com quem já conhecia.

O legal desse tipo de processo é que ele permite a pessoas que já se relacionam pelas veredas do ciberespaço o saudável cruzamento de olhares. Apertei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado participei pela primeira vez do <a href="http://newscamp.wordpress.com">NewsCamp</a>, a convite da jornalista e blogueira <a href="http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/">Ceila Santos</a>. Na edição passada, meses atrás, fui apenas para o botequim, encontrar-me com quem já conhecia.</p>
<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/07/2685281001_6df966728e1.jpg' title='newscamp01'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/07/2685281001_6df966728e1.jpg' alt='newscamp01' /></a></p>
<p>O legal desse tipo de processo é que ele permite a pessoas que já se relacionam pelas veredas do ciberespaço o saudável cruzamento de olhares. Apertei a mão e dei beijinho no rosto de muita gente que leio e ouço e que me ajuda a entender melhor o que está ocorrendo com os jornalistas. Não podemos desprezar a importância disso.</p>
<p>Acho que o <a href="http://www.narua.org">Paulo Fehlauer </a>e o <a href="http://clicologoexisto.wordpress.com/">Francisco Madureira</a>, dois dos caras que me fazem acreditar que a nossa geração pode construir um país muito melhor do que este que nos foi legado, acertaram em cheio em suas análises.</p>
<p>Sinto-me contemplado por aquilo que eles escreveram. Mas queria falar sobre a dificuldade que temos, todos, de canalizar a enxurrada, de colar fragmentos, de navegar na neblina, neste nosso tempo de revolução tecnológica.</p>
<p>A desconferência para a qual fomos convidados versou sobre o modelo de jornalista que o mundo atual exige. Baseei minha intervenção na assertiva de Eugênio Bucci de que o jornalismo é uma práxis ética. Nasce com a democracia e dela depende para se realizar. Isso não mudou. Mudou, no entanto, a forma de realizar o ofício. E a forma de aprender o ofício.</p>
<p>Um dos primeiros aspectos que eu destacaria, portanto, é que o profissional de mídia precisa de formação permanente, continuada, o que não ocorre hoje em dia.</p>
<p>Outro aspecto que queria destacar, e que ontem foi comentado na entrevista do Caio Túlio Costa no Roda Viva, é a ligação do jornalismo, da prática de informar, com o direito que temos todos de nos comunicar, o que só ocorre dentro do império da liberdade.</p>
<p>O jornalismo só faz sentido se partir do público, para o público, pelo público. Agora, com as novas tecnologias, se for realizado COM o público (que deixa de ser público, para ser interator, produtor). É nisso que acredito. E acho que os jornalistas devem pensar assim.</p>
<p>A evolução tecnológica alterou a noção de propriedade dos meios (ampliando o acesso). Com isso, mais pessoas podem participar dos ritos de comunicação. Mais pessoas aprendem o ofício de produzir informação. Daí a necessidade de um debate sobre ética que não se restrinja ao papel do jornalista.</p>
<p>Precisamos de uma ética que esteja atrelada ao ofício de produzir informação, a ética interativa, talvez.</p>
<p>No mais, queria dizer que, num cenário como esse, de evolução para a democracia direta, o jornalismo só fará sentido enquanto desempenhar um papel central para a construção da nossa sociedade. Se for apenas um local de envenenamento da luta política (Humberto Eco), será combatido pela sociedade, que passou a ter meios para enfrentar também esse poder.</p>
<p>Foto: Paulo Fehlauer</p>
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		<title>Ao vivo, do meu celular</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 23:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meses atrás comprei um N73 da Nokia. Aproveitei uma promoção da TIM e meti nele um pacote de dados. O N73 roda o Symbian, sistema operacional proprietário, mas muito bom. E é um celular 3G. Da NSeries, da Nokia, é o mais simples, e paguei nele cerca de R$ 300.
Desde então, venho baixando brinquedos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meses atrás comprei um <a href="http://www.nokia.com.br/n73/">N73 da Nokia</a>. Aproveitei uma promoção da TIM e meti nele um pacote de dados. O N73 roda o Symbian, sistema operacional proprietário, mas muito bom. E é um celular 3G. Da NSeries, da Nokia, é o mais simples, e paguei nele cerca de R$ 300.</p>
<p>Desde então, venho baixando brinquedos para ele. Na semana passada, baixei o software <a href="http://www.qik.com">Qik</a>, que pode ser encontrado no site social de mesmo nome. E fiquei embasbacado. Bom, o Qik oferece streaming de vídeo a partir do seu celular. Sua usabilidade é perfeita. Você aciona um comando e começa a transmitir. Quem estiver no site Qik assiste ao vivo. Quando você termina de gravar, o arquivo já fica disponível em <a href="http://www.qik.com/rodrigosavazoni">sua página</a>.</p>
<p>Na minha primeira transmissão, entrevistei <a href="http://www.seabra.com/curriculo/index.html">Carlos Seabra</a>, do IPSO, um dos mais importantes comunicadores e educadores brasileiros, que está por trás de muita coisa bacana que é feita na web neste país. Nessa conversa, de um minuto, ao vivo, ele falou sobre o uso educacional do celular. Vejam o resultado. E comentem.</p>
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		<title>CAPÍTULO 1: Conheça a Garapa, uma produtora multimídia</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 01:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Se você navega por sites gringos, com o olho condicionado, encontra reportagens de altíssima qualidade. Isso é resultado da explosão do jornalismo digital nos últimos dois anos. Texto, áudio, vídeo, foto, mashups, mapas reunidos por criativos jornalistas resultam em histórias contadas de um jeito que jamais se viu. Alguns chamam de multimídia. Eu gosto da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/05/garapa1.jpg' title='Garapa'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/05/garapa1.jpg' alt='Garapa' /></a></p>
<p>Se você navega por sites gringos, com o olho condicionado, encontra reportagens de altíssima qualidade. Isso é resultado da explosão do jornalismo digital nos últimos dois anos. Texto, áudio, vídeo, foto, mashups, mapas reunidos por criativos jornalistas resultam em histórias contadas de um jeito que jamais se viu. Alguns chamam de multimídia. Eu gosto da expressão hipermídia.</p>
<p>No Brasil, esse processo é mais lento. Pouca gente, até agora e infelizmente, apostou em boas reportagens digitais. Há apenas um centro de excelência, montado no <a href="http://www.andredeak.com.br/2007/08/08/longe-da-casinha-de-bonecas/">Jornal do Comércio em Recife</a>. Quando estive na direção da <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/listagem-grandes-reportagens">Agência Brasil</a>, tentei construir algo. Às vezes, surge coisa interessante no <a href="http://www.g1.com.br">G1</a>. São exceções. A regra é produzir com pouco orçamento materiais quase amadores.</p>
<p>Daí o pioneirismo da <a href="http://www.garapa.org">Garapa</a>, produtora de jornalismo multimídia montada por <a href="http://www.narua.org">Paulo Fehlauer</a>, <a href="http://sobrou.blogspot.com/">Leo Caobelli</a> e Rodrigo Marcondes. São poucos os trabalhos disponíveis no site do coletivo. Mas esse pouco já permite dizer que estamos diante de grandes contadores de histórias. Em especial, destaco o trabalho de Caobelli<a href="http://www.garapa.org/2008/04/isabella/"> sobre a cobertura do caso Isabella pela imprensa</a>.</p>
<p>A inspiração da Garapa é o <a href="http://www.mediastorm.org">MediaStorm</a>, de Brian Storm, ex-diretor da <a href="http://www.msnbc.com">MSNBC</a> que resolveu apostar seus dotes e dólares na construção de uma produtora digital para a rede. O MediaStorm tem trabalhos publicado por veículos da grande mídia americana, entre os quais a própria MSNBC, o Washington Post e o Los Angeles Times.</p>
<p>É impossível não se emocionar com trabalhos como o <a href="http://www.mediastorm.org/0012.htm">Blodlines</a>, finalista do Emmy, ou o sensacional <a href="http://www.mediastorm.org/0010.htm">Kingsley Crossing</a>, vencedor do Emmy. Na época do vídeo fácil, do You Tube, o MediaStorm tem apostado em trabalhos de altíssima qualidade, baixo orçamento e muita criatividade. E tem contribuído para ampliar os horizontes de quem trabalha contando histórias no mundo digital.</p>
<p>Fehlauer, Caobelli e Marcondes resolveram entrar nessa briga. Por enquanto, estão fazendo na raça. Logo logo, espero, alguém vai sacar e vai bancar para eles condições de seguirem aperfeiçoando essa linguagem. Enquanto isso, contribuo à minha maneira com esse post e mais dois, que virão na seqüência.</p>
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		<title>CAPÍTULO 2: O que dizem os garapeiros</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 01:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevistei Paulo Fehlauer, Leo Caobelli e Rodrigo Marcondes, os fundadores da Garapa, por e-mail. O resultado é esse aí que vocês conferem abaixo.
Quem enviou as respostas foi o Fehlauer, camarada que tem trabalhado comigo na construção do Publico. É uma turma de talentosos jornalistas, de caras que trabalham tão bem, tão bem, que às vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevistei <a href="http://www.narua.org">Paulo Fehlauer</a>, <a href="http://sobrou.blogspot.com/">Leo Caobelli</a> e Rodrigo Marcondes, os fundadores da <a href="http://www.garapa.org">Garapa</a>, por e-mail. O resultado é esse aí que vocês conferem abaixo.</p>
<p>Quem enviou as respostas foi o Fehlauer, camarada que tem trabalhado comigo na construção do <a href="http://www.publico.org.br">Publico</a>. É uma turma de talentosos jornalistas, de caras que trabalham tão bem, tão bem, que às vezes, o que eles fazem, até parece arte (acho que é arte sim).</p>
<p><a href='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/05/garapa2.jpg' title='garapa 2'><img src='http://flimultimidia.com.br/rodrigo-savazoni/files/2008/05/garapa2.jpg' alt='garapa 2' /></a></p>
<p><strong><br />
Quando a Garapa foi fundada, por quem e qual a idéia de vocês com isso?</strong></p>
<p>Acho que ainda estamos nesse processo, descobrindo uma linguagem. A Garapa foi meio que gerada, espremida mesmo, quase como uma vontade coletiva dos 3 sócios, que colidiu em um momento muito oportuno. Voltei de Nova York com muita vontade de explorar esses novos caminhos do jornalismo, tendo participado um pouco desse debate por lá. Chego ao Brasil e encontro o Leo, que trouxe o Rodrigo de Londres pensando em fazer algo na mesma linha. Somos 3 &#8220;garapeiros&#8221;: Leo Caobelli, Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes, três jornalistas-fotógrafos indignados com a mesmice do nosso jornalismo.<br />
<strong><br />
Falem um pouco das influências. Dá para perceber que Brian Storm e sua MediaStorm são referências de vocês. Quem mais?</strong></p>
<p>A MediaStorm é definitivamente uma inspiração. Pelo que sabemos, é a única empresa dedicada à produção desse tipo de conteúdo. É incrível que eles consigam fornecer ao mercado editorial peças com mais de 10 minutos de duração, um tempo relativamente longo para a internet. As agências VII Photo e Magnum têm trabalhos belíssimos, mais ligados à tradição fotográfica. Acho que também somos influenciados por uma tradição de documentaristas, fotógrafos e cineastas, e, por que não, romancistas, cronistas. No fim das contas, queremos contar histórias, e estamos explorando os meios que nos parecem mais interessantes.</p>
<p><strong>Vocês partem da fotografia para o exercício da narrativa hipermidiática. Esse tem sido um caminho natural nos Estados Unidos. <a href="http://www.poynter.org/column.asp?id=32&amp;aid=141251">O último Pulitzer premiou uma fotógrafa </a>que fez um trabalho, fantástico, audiovisual. É esse o caminho para os fotografos agora? </strong></p>
<p>Não sei se para os fotógrafos de forma geral, tem muita gente que não quer saber disso, mas achamos que há um espaço a ser ocupado. Nos EUA, há até uma certa pressão sobre os fotojornalistas. Muitos são obrigados pelos jornais a levar câmeras de vídeo e gravadores de áudio para a rua. Por outro lado, ainda tem muita gente que não abre mão do filme. Mas não há dúvida que a internet abriu muitos caminhos, e há uma geração de fotógrafos e jornalistas que quer explorá-los. Há uma linguagem a ser desenvolvida, e um público a ser formado – público esse, é bom lembrar, que se habituou rapidamente aos vídeos curtissimos do YouTube e congêneres.</p>
<p>Com a internet, os formatos se diluíram muito, fica difícil delimitar os conteúdos. E, se os campos se cruzam, é natural que a fotografia se ligue a outros formatos. As ferramentas são cada vez mais acessíveis, e o fluxo de informação cada vez maior. Acho que a idéia é achar formas de expressão que se encaixem nesse fluxo, e acho que essa é a nossa busca.<br />
<br />
<strong>Qual a sua avaliação do trabalho realizado pelos veículos jornalísticos online? Você acha que os grandes abrirão espaço para esse tipo de trabalho?</strong></p>
<p>O mercado brasileiro é bem diferente do americano, bem menor, bem mais concentrado, tradicional, familiar, é até injusto comparar. Pelos contatos que tivemos recentemente, percebemos que essa abertura deve começar pelos veículos essencialmente online, como os grandes portais. A estrutura dos grandes conglomerados da mídia impressa ainda é arcaica, conservadora, pouco atenta às mudanças. É impensável, por exemplo, uma integração de redações como as que têm passado os grandes jornais dos Estados Unidos. Aqui, impresso é impresso, online é primo pobre, e a lógica nesse caso costuma ser a do máximo lucro com mínimo investimento. Mas em algum momento essa abertura vai acontecer. Grande parte do público desses veículos têm acesso a banda larga, e há um potencial de geração de receita com publicidade ainda pouco explorado. Quando o primeiro grande veiculo investir, a concorrência vai ter que correr atrás. Acreditamos que, em um momento não muito distante, a produção online vai se dissociar bastante do conteúdo impresso.</p>
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		<title>Mário e Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 01:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Savazoni</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte digital]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Lula foi eleito, escrevi este poema. Era uma homenagem a ele e a cidade de Mário de Andrade que se cobriu de vermelho para comemorar a vitória do operário.
Hoje, li o texto que Fernando Gabeira escreveu por ocasião da eleição de Lula. Está publicado no mais recente livro do deputado. Pensei em tudo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Lula foi eleito, escrevi este poema. Era uma homenagem a ele e a cidade de Mário de Andrade que se cobriu de vermelho para comemorar a vitória do operário.</p>
<p>Hoje, li o texto que Fernando Gabeira escreveu por ocasião da eleição de Lula. Está publicado no mais recente livro do deputado. Pensei em tudo o que ocorreu desde então. Gabeira, por exemplo, virou um dos mais aguerridos opositores do governo.</p>
<p>Já Lula continua a fazer um governo muito aquém do que era esperado, mas ainda assim muito melhor que o de seus <del datetime="2008-01-23T12:48:48+00:00">sucessores</del> antecessores.</p>
<p><strong>Mário e Lula</strong><br />
(<em>São Paulo, 2002</em>)</p>
<p>Avenida Paulista<br />
Arlequinal, Arlequinal.</p>
<p>É carnaval!<br />
No centro financeiro da metrópole,<br />
discursa o peão:<br />
voz de barítono,</p>
<p>Os gritos e o hino nacional.</p>
<p>Arlequinal, arlequinal.</p>
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