Para encerrar 2008

by Rodrigo Savazoni

Passei meses sem blogar. Hoje, postei aí embaixo uma das colunas que escrevi para a Revista do Brasil, que em 2009 deve estrear seu novo site, com o qual pretendo seguir colaborando.

Nesse hiato, não escrevi sobre muitas coisas que rolaram comigo. Coisas que precisava ter compartilhado por aqui. Para não fazer isso de novo, resolvi escrever uma mensagem genérica de fim de ano. Um balanção da vida neste período. Melhor isso que nada.

Fiquei nove meses no Estadão, trabalhando no desenvolvimento de novos projetos. Queria ter compartilhado mais o que fiz por lá. Acho que ainda dá tempo. Vou me dedicar a isso em janeiro, considerando que terei mais tempo para mim e para os meus projetos.

Em 2009, passo a coordenar o processo do Fórum da Cultura Digital que o Ministério da Cultura, em parceria com a Rede Nacional de Pesquisa, deve anunciar em breve. Também quero escrever bastante sobre esse novo esforço.

Confesso que para mim 2008 foi um ano estranho. Ano de readaptar-me a São Paulo, depois de cinco anos de Brasília. Não foi fácil. Mas foi bom. É bom estar aqui. Muito embora meu encanto pela metrópole tenha diminuído bastante.

Na lista dos melhores acontecimentos do ano, está o fato de que consegui dar início a algo que sempre quis: lecionar. Participei no primeiro semestre do projeto Repórter do Futuro, coordenado pelo Sérgio Gomes, da Oboré, e, no segundo semestre, dei aulas na Universidade de São Paulo, em parceria com meu mestre Eugênio Bucci, sobre jornalismo online. No balanço final do curso, o retorno que tivemos dos alunos foi muito positivo.

Os encontros também se fizeram presentes nesta temporada. O principal deles com uma turma sensacional de jornalistas e comunicadores que insistem em afirmar o interesse público na rede. Nos reunimos quase todas as quintas-feiras para pensar formas de agir conjuntamente, fizemos algumas coisas legais, mas muito ficou por ser feito em 2009.

Também foi um ano de reconhecimentos. O último trabalho que fizemos na Agência Brasil, o Nação Palmares, ganhou o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e o projeto Vereador Digital foi premiado na cerimônia dos melhores do ano que o Estadão promove.

A frustração ficou por conta da seleção de mestrado na Escola de Comunicação e Artes da USP. Não passei na prova teórica. Não sei o que ocorreu. Li a bibliografia básica, a específica, usei o conhecimento acumulado nas respostas, mas não consegui tirar sete. Fazia quase dez anos que eu não prestava um exame. Talvez tenha sido isso.

O bom é que escrevi o meu projeto de pesquisa e dialoguei com muita gente boa sobre ele. O principal eu já tenho: um plano. Ano que vem, tento de novo. Ao menos, e isso é fantástico, meu irmão André Deak foi aprovado e vai nos representar muito bem por lá.

Em casa, vai tudo muito bem. Francisco e Júlia crescem felizes. Lia tem feito um grande trabalho com as transmissões participativas do Roda Viva, na TV Cultura. Seguimos cultivando diariamente o amor. Os amigos estão sempre por perto. As idéias persistem em brotar.

Portanto, só posso agradecer. A quem quer que seja.

Agradecer, por exemplo, a você que insiste em vir aqui, mesmo com tanta omissão de minha parte. Aos persistentes interatores: um ótimo 2009! Espero que possamos continuar conversando, com mais freqüência (acho que é a última vez que usa uma trema na vida), no ano que terá início na quinta-feira.