Jornalismo móvel e celulares de terceira geração

by Rodrigo Savazoni

Entrevistei neste mês, por e-mail, para elaborar minha coluna para a Revista do Brasil, o jornalista Fernando Fiminino da Silva, doutorando na Universidade Federal da Bahia, onde estuda os impactos da mobilidade no jornalismo e editor do blog Jornalismo Móvel. Fernando também é membro do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJol), centro de excelência nos estudos desse tema. Nessa conversa, Firmino dá alguns toques para quem quer obter um celular 3G.

Fernando


Que dicas você daria para quem for comprar hoje um aparelho 3G?

Fernando Firmino da Silva - Diante de tanta tecnologia e o avanço constante, aconselho que antes de comprar qualquer aparelho hi-tech a pessoa analise o custo-benefício e, portanto, a finalidade. Os custos dos celulares e dos planos das operadoras de telefonia ainda são bastante elevados no Brasil. Se você tem um trabalho profissional que exija o registro de imagens e vídeos, navegação constante na web, baixa e subir arquivos e outras atividades atreladas à velocidade de transmissão no celular, então o 3G é adequado e facilitará sua vida, principalmente para quem sempre está fora do escritório. Entretanto, para um usuário comum que praticamente só utiliza o recurso de voz e não navega na internet regularmente não compensa manter planos para o 3G. O melhor seria esperar os preços dos aparelhos e dos planos baixarem mais um pouco com a demanda. Então, a pergunta a ser feita é: você realmente pode ter ou necessita de um celular 3G? Se sim, então compre porque a experiência é superior.

Na sua opinião, qual o aspecto mais bacana das conexões móveis de alta velocidade?

Fernando Firmino da Silva – Da mesma forma que a banda larga doméstica representou uma ruptura em relação às conexões discadas e favoreceu o surgimento de aplicações web colaborativas, as redes de alta velocidade para dispositivos móveis significam também uma ruptura em relação às antecessoras. Com o 3G, uma série de práticas são potencializadas, como a videochamada, que possibilita que além de ouvir a voz seja possível ver a pessoa que está do outro lado da ligação. Baixar músicas, vídeos ou navegar na Internet fica muito mais fácil e rápido.

Como uma conexão 3G pode mudar a vida de alguém?

Fernando Firmino da Silva – A experiência com uma conexão de terceira geração pode mudar a vida de uma pessoa no sentido de oferecer mais mobilidade na realização de suas atividades. Os aparelhos 3G são portáteis e cada vez mais potentes. Com a conexão 3G você fica quase sempre online porque usa a cobertura de área normal das operadoras. Os celulares atuais são dispositivos híbridos com editores de texto, câmera digital embutida, browser de internet, player de música e vídeo e a própria telefonia que permitem, no seu conjunto e em vínculo com o 3G, o uso como ferramenta de trabalho ou de divertimento.